EUA se opõe à extradição de clérigo turco Gulen

NOVA YORK, 5 AGO (ANSA) - O governo dos Estados Unidos ainda não se convenceu a extraditar clérigo turco Fetullah Gulen, apontado pelo governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan como o organizador do golpe de Estado fracassado do último dia 15 de julho.   

De acordo com o jornal "The Wall Street Journal", que cita fontes do gabinete norte-americano, as provas do envolvimento de Gulen na tentativa de golpe não foram suficientes para as autoridades autorizarem sua extradição. Em reuniões privadas, os Estados Unidos e a Turquia analisaram possíveis cenários para a extradição do clérigo, mas Washington ainda se mantém contrário.   

Gulen, de 75 ano, vive exilado na Pennsylvânia desde a década de 1990 e nega qualquer envolvimento na trama para derrubar o governo de Erdogan, que emitiu nesta quinta-feira (4) um mandado de prisão contra o clérigo.   

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, estará na Turquia no próximo dia 24 de agosto, segundo confirmação do chanceler do país, Mevlut Cavusoglu. Além da extradição, Kerry deverá discutir com Ancara suas reclamações pela falta de apoio do Ocidente para conter o golpe. No dia 15 de julho, uma ala do Exército saiu às ruas com tanques e caças para derrubar o governo de Erdogan, que se escondeu em um refúgio. Apoiadores do premier lutaram contra os militares e Ancara também respondeu à tentativa de golpe. Os confrontos provocaram a morte de 271 pessoas.   

Após evitar o golpe, Erdogan afastou de seus cargos milhares de funcionários públicos, militares e membros de seu governo.   

(ANSA)
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