Italiana mais jovem nos Jogos divide quarto com maior ídolo

Por Lucas Rizzi SÃO PAULO, 05 AGO (ANSA) - O sorriso é largo e fácil, como se não aguentasse a felicidade de interromper as férias escolares para disputar o maior evento esportivo do mundo. Sara Franceschi, de 17 anos, é a mais jovem entre os 314 atletas da Itália nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e, apesar da alegria, tenta manter os pés no chão - ou melhor, na água - para alcançar seus objetivos.   


Classificada para os 200m e 400m medley, a modalidade mais versátil da natação, já que une os quatro estilos, essa adolescente de Livorno, no litoral da Toscana, tinha como principal meta em 2016 disputar o Campeonato Europeu, em Londres, porém conseguiu muito mais.   


No torneio realizado em maio passado, ficou a 75 centésimos de uma medalha nos 200m medley e bateu em quarto lugar. Nos 400m, terminou a três posições de uma final, resultados que a garantiram nas Olimpíadas pela primeira vez.   


"Estou verdadeiramente satisfeita. Ainda é uma emoção que eu não consigo acreditar", declarou Franceschi, em entrevista exclusiva à ANSA Brasil, do hotel em Santos (SP) onde o time italiano estava hospedado para se preparar para os Jogos.   


Agora a jovem está na Vila Olímpica, onde divide quarto com ninguém menos do que a estrela Federica Pellegrini, maior nadadora da história da Itália, porta-bandeira azzurra na cerimônia de abertura no Maracanã e que completa 28 anos nesta sexta-feira (5).   


Franceschi era uma criança de cinco anos quando Pellegrini, então com 16, venceu sua primeira medalha olímpica, a prata nos 200m nado livre dos Jogos de Atenas 2004, e hoje defende as cores italianas ao lado de sua atleta mais famosa.   


"Até alguns anos atrás, perguntava sempre ao meu pai como ela [Pellegrini] se comportava, como era, que coisas dizia. Lia seus livros, e agora pensar que estou ao seu lado, brincando, tirando fotos, é verdadeiramente belo", acrescenta.   


Seu pai é Stefano Franceschi, técnico do clube onde Sara nada, o Nuoto Livorno, e da seleção italiana de natação. Nas piscinas, ela garante não receber tratamento especial e diz chamá-lo apenas de Stefano. "Ele é severo como todos os outros. Na piscina, é o treinador, não meu pai." Em casa, ele vira o "babbo", uma forma carinhosa de dizer "papai" em italiano, e natação é assunto proibido.   


Em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos, Sara Franceschi mira objetivos que podem parecer modestos, mas não para alguém com sua idade. Alcançar uma semifinal e quem sabe uma final já seria um "grande sucesso". Medalha, como conquistou a ídolo Pellegrini em 2004, ela garante estar fora de cogitação: "Não, é um objetivo muito grande, não".   


Os números a dão razão. Em 2016, a nadadora italiana tem o 34º e o 35º melhor tempo nos 200m e 400m medley, respectivamente, cinco e sete segundos atrás da húngara Katinka Hosszú, que lidera o ranking em ambas as provas.   


Mas Franceschi está ainda em franca evolução, e suas marcas vêm evoluindo ano após ano: desde julho de 2015, ela ganhou dois segundos nos 200m e sete nos 400m, sendo que na primeira já se tornou a melhor da Itália na atualidade. "Quero fazer o meu melhor, o que acontecer, se vier uma final, uma semifinal, já será um grande sucesso", explica.   


Para acompanhar a atleta mais jovem da delegação italiana nos Jogos Olímpicos, basta sintonizar a televisão às 13h deste sábado (6), data dos 400m medley, e no mesmo horário de terça-feira (8), quando ocorrerão as eliminatórias dos 200m medley. (ANSA)
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