Na Itália, mostra conta 3 mil anos de história dos perfumes

ROMA, 5 AGO (ANSA) - A história não é feita apenas de guerras e de grandes eventos, mas também de fragrâncias. É o que mostra a exposição "Perfumes da História", que acaba de ter início no Museu Nacional Arqueológico de Villa Badoèr, em Fratta Polesine, província italiana de Rovigo.   


Com o passar do tempo, o perfume se converteu em um instrumento de sedução, meio para mensagens sublimares e modo para se aproximar das divindades.   


Por outro lado, em épocas de escassez e de pobreza, as fragrâncias eram a maneira ideal para esconder os odores de corpos mal lavados ou de ambientes onde a higiene não existia.   


E para mostrar toda a importância que os perfumes desempenharam durante a história, a exposição contará um relato detalhado de 3 mil anos da influência das fragrâncias, com livros, objetos decorativos, imagens, vídeos explicativos e, é claro, perfumes, que permitirão uma profunda experiência sensorial aos visitantes.   


Nesse sentido, será possível, por exemplo, sentir diversas essências diferentes, todas de origens vegetais, para poder tentar descobrir como elas foram compostas.   


Entre as "estrelas" da mostra também se destaca a mística Rosa de Cem Pétalas, uma variedade cultivada em Grasse, na região francesa de Provença, e que fez com que o famoso Chanel n. 5 se transformasse em um dos perfumes mais vendidos do mundo.   


A grife é dona de toda produção da família Muol, a melhor produtora da flor, para os próximos 100 anos. Para obter 1,5 quilo da essência, se "sacrificam" centenas de milhares de rosas, mais precisamente uma tonelada de pétalas.   


Já a fragrância da rosa Taif, por outro lado, é a mais cara do mundo. Durante um ano inteiro são produzidos apenas 16 quilos, grande parte destinada à família real da Arábia Saudita.   


Esse fato, no entanto, não é nenhuma novidade. Na realidade, a arte da perfumaria e as melhores e mais caras fragrâncias sempre estiveram ligadas com a realeza. Caterina Sforza, Caterina de Médici e Isabel D'Este tinham uma relação íntima com fragrâncias, principalmente a última, que era dona de um conceituado laboratório de essências em Mântua, na Itália.   


Veneza também foi outra capital europeia da perfumaria. Na cidade, chegaram a ser produzidas as mais raras e extraordinárias essências, que chegavam à Itália provenientes de países distantes. Em 1555, por exemplo, foi publicado no município o primeiro livro de receitas oficial sobre a arte da cosmética, o "I Notandissimi Secreti de l"Arte Profumatoria".   


Além disso, a exposição também conta com temáticas de grande interesse, como a antropologia do olfato, a relação entre o perfume e a sociedade, os perfumes na época do Império Romano e do renascimento italiano e as fragrâncias tradicionais do Ocidente e do Oriente. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.



Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos