UE diz estar pronta para ajudar Itália na crise imigratória

ROMA, 05 AGO (ANSA) - O comissário europeu para a Imigração, Dimitris Avramopoulos, afirmou nesta sexta-feira (05) que a União Europeia está pronta para ajudar a Itália a gerir a crise imigratória.   

"Estamos firmemente empenhados em continuar a apoiar a Itália na gestão do desafio imigratório e oferecer apoio seja em termos de financiamento ou de recursos humanos. A Comissão da UE monitora os fluxos imigratórios na rota do Mediterrâneo Central e estamos prontos a reforçar a nossa ajuda se for solicitado", declarou Avramopoulos em entrevista à ANSA.   

Desde que a rota terrestre para a região dos Balcãs, através da Grécia, foi fechada, o território italiano voltou a receber um grande fluxo de deslocados. A chamada "rota do Mediterrâneo Central" parte do norte da Líbia e segue pelo Canal da Sicília até as ilhas ao sul da Itália.   

Essa é também considerada a via marítima mais mortal do mundo, devido à forte correnteza e a demora maior de travessia do que aquela que leva à Grécia. Avramopoulos aproveitou para agradecer o trabalho das autoridades e da Guarda Costeira italiana, que salvam milhares de pessoas todas as semanas em missões em alto-mar.   

"Respeito e sou muito grato às autoridades italianas pelo contínuo esforço na gestão da crise imigratória e por salvar vidas. Estamos plenamente mobilizados para apoiar a Itália neste desafio", disse ainda à ANSA. Segundo o comissário, a agência Frontex - que monitora as fronteiras marítimas europeias -, tem 420 pessoas atuando no trabalho no Mar Mediterrâneo Central para ajudar as autoridades italianas e "na última semana, nós demos 3,2 milhões de euros à Guarda Costeira e à Marinha para apoiar as atividades de busca e salvamento".   

De acordo com os dados disponibilizados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), até o dia 3 de agosto deste ano, mais de 262 mil pessoas chegaram à Europa através do Mar Mediterrâneo e 3,1 mil morreram ou desapareceram na travessia.   

A Itália recebeu pouco mais de 99 mil pessoas nesses oito primeiros meses de 2016 enquanto a Grécia recebeu 160,5 mil estrangeiros. A rota do Mediterrâneo Central registrou, no mesmo período, quase 2,7 mil mortes enquanto o caminho até a Grécia teve 383 mortes. Há ainda uma diferença entre as nacionalidades que chegam a cada uma dessas nações, sendo que à Itália vão imigrantes da Nigéria, Eritreia, Guiné e Costa do Marfim enquanto à Grécia chegam deslocados da Síria, Paquistão, Afeganistão, Iraque e Argélia.   

(ANSA)
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