Após sucesso em Cannes, filme 'Neruda' estreia no Chile

SANTIAGO, 11 AGO (ANSA) - O filme "Neruda", que conta sobre os anos de perseguição do governo chileno que o poeta comunista Pablo Neruda sofreu, estreia nesta sexta-feira, dia 12, no Chile, país do artista. No Brasil, o lançamento ainda não foi definido.   


O longa, que foi muito aplaudido no Festival Internacional de Cinema de Cannes deste ano, revive o ano de 1948, quando o presidente da época, Gabriel González Videla, decidiu tornar o Partido Comunista ilegal.   


Sendo assim, Neruda e sua esposa, a argentina Delia del Carril, passaram a ser "clandestinos" e se esconderam em diversas casas pelo país enquanto a polícia os perseguia. Foi neste período, que o escritor terminou o livro "Canto General", impresso pela primeira vez em 1950 no México.   


Para o papel do poeta, foi escolhido o ator Luis Gnecco, dono de uma calvície igual ao do Nobel de Literatura e que surpreendeu todo o elenco por conseguir imitar o mesmo tom de voz do famoso chileno. O maior desafio do artista, no entanto, foi engordar 15 quilos.   


Sobre a sua interpretação, Gnecco disse que "não sabemos se [essa versão de Neruda] está muito próxima da realidade. A graça e a genialidade do roteiro é que Neruda pode ser tudo o que se fala dele".   


"Antes do filme, eu tinha a mesma ignorância que todos os chilenos têm sobre a figura do poeta. Sabemos que ele era Prêmio Nobel, um poeta importante, etc, mas os colocamos em um pedestal, que é uma maneira de não se relacionar ou de se envolver", afirmou o ator.   


"Neruda", do consagrado Pablo Larraín, já conhecido pelas obras "No" e "El Club", traz outros dois importantes personagens para o longa. O filme mostra a perseguição feita pelo policial Oscar Peluchonneau (Gael García Bernal) ao poeta e à sua esposa Delia (Mercedea Morán), enquanto na Europa, artistas de renome, como o espanhol Pablo Picasso, pediam a liberdade do casal.   


Na visão do filme, o poeta vê a perseguição com seu inimigo como uma oportunidade para se reinventar. Ele joga com seu perseguidor, deixando pistas para que a "corrida" fique mais intensa e íntima.   


Para o ator Gael García Bernal, "Pablo Neruda é o poeta mais importante do século XX" e o personagem do mexicano "tem uma relação de amor e ódio com a sua 'presa'". "Por um lado, como um bom policial, ele [Peluchonneau] odeia [Neruda] pelo estilo de vida boêmio que leva, por falar com tanta propriedade sobre todas as coisas. Porém, de outro, o encantaria poder viver uma vida assim. E além disso, ele sabe que [prender Neruda] é a missão da sua vida, sabe que a sua identidade está definida por ser o caçador do poeta", comentou o ator. (ANSA)
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