Bombardeios continuam em Aleppo, dizem habitantes

BEIRUTE, 11 AGO (ANSA) - A situação em Aleppo "parece mais calma" que na quarta-feira, mas os combates e bombardeios não pararam e ainda podem ser ouvidas explosões, apesar de ter sido declarada uma trégua humanitária temporária na cidade.   

Informação foi divulgada à ANSA pelo padre Ibrahim al Sabagh, que mora na zona oeste da cidade, sob o controle do governo de Bashar al-Assad.   

"A água corrente voltou ontem, mas só pelo período de uma hora, logo acaba, depois volta por dez minutos, e isso entristece mais ainda a população que está ansiosa. A eletricidade, por sua vez, não existe", acrescentou.   

Segundo representantes das Nações Unidas (ONU) enviados ao local, após a destruição da rede hídrica, os poços e cisternas não têm sido suficientes para satisfazer as necessidades da população local. As forças fieis ao ditador Bashar al-Assad ampliaram o ataque a Aleppo, reduto de rebeldes, nos últimos dias, especialmente com bombardeios no norte do município. A Rússia, aliada de Assad que participa dos bombardeios junto à aviação de Damasco, anunciou ontem uma trégua humanitária de três horas por dia. A ONU, no entanto, defende que isso não basta.   

Médicos que permanecem nas áreas sob ataque em Aleppo pediram ao presidente norte-americano, Barack Obama, que freie os bombardeios, protegendo os cerca de 300 mil habitantes presos no local. Pedido foi feito após diversos hospitais sofreram ataques nas últimas semanas. Raqqa - Ao menos 30 pessoas, entre militantes do Estado Islâmico e civis, morreram em bombardeios russos em Raqqa, a "capital do califado" na Síria, informaram ativistas.   

Ainda de acordo com a ONG Observatório Nacional para os Direitos Humanos (ONDH), outras 70 pessoas ficaram feridas.   

O governo de Moscou anunciou que atacou uma fábrica usada para a produção de armas químicas e que morreram "muitos jihadistas" na ação. Histórico - A Síria sofre com uma guerra civil desde 2011, quando opositores ao regime de Assad iniciaram uma rebelião armada para tirar o ditador do poder inspirados pela Primavera Árabe. Sem sucesso, o conflito continua até hoje e o grupo extremista Estado Islâmico domina grandes porções de terra do norte do país. (ANSA)
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