Muçulmanos culpam Trump por morte de imã em Nova York

NOVA YORK, 14 AGO (ANSA) - A comunidade muçulmana da mesquita de Ozone Park, no distrito do Queens, em Nova York, culpa a retórica anti-Islã do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo assassinato do imã Maulama Akomjee e de seu assistente, ocorrido no último sábado (13).   

Os dois foram executados com tiros de arma de fogo na cabeça disparados por um homem que se aproximou por trás e não disse sequer uma palavra. De acordo com os fiéis que frequentam a mesquita, os homicídios estão ligados a um "crime de ódio".   

Para eles, Trump e sua retórica deram gás à "islamofobia" no país, permitindo esse tipo de ataque. Em diversas ocasiões, o republicano já chegou até a prometer a proibição da entrada de muçulmanos nos EUA para combater o terrorismo.   

Akomjee, 55 anos e pai de três filhos, era um respeitado líder religioso desde sua chegada a Nova York, em 2014, proveniente de Bangladesh. Horas depois do assassinato, fiéis realizaram uma vigília em homenagem ao imã e que contou com a presença de uma representante do prefeito Bill de Blasio.   

A polícia divulgou um retrato falado que mostra o suposto atirador com óculos, barba e estatura média. (ANSA)
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