Justiça ordena que índios deixem terras de neta de Pinochet

SANTIAGO DO CHILE, 16 AGO (ANSA) - A comunidade indígena Llanquilef de Puyehue deverá ser desalojada após a Justiça chilena acolher, em primeira instância, um pedido da neta do ditador Augusto Pinochet (1973-1990), Francisca Ponce Pinochet.   

Dirigentes indígenas lamentaram a decisão, que não levou em consideração seus direitos ancestrais, e disseram que irão apelar contra a sentença. A origem do conflito remonta a 1999, quando o pai de Francisca, Julio Ponce Lerou, hoje investigado por suborno, ordenou a saída dos indígenas da região, localizada a cerca de 900 km da capital, Santiago, apresentando documentos da compra do terreno.   

Em 2014, a comunidade integrada por 21 famílias decidiu reivindicar as terras na Justiça, dando início a uma nova ocupação.   

Eles então abriram um processo contra Francisca Ponce Pinochet, que aparece como proprietária das terras após recebê-las de seu pai, que acumulou uma fortuna com a privatização de mineradoras durante a ditadura.   

A comunidade indígena Llanquilef de Puyehue está no local desde 1920. (ANSA)
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