Corredor Vasariano pode abrir ao público em 2018

FLORENÇA, 17 AGO (ANSA) - Algumas semanas após o seu fechamento por questões de segurança e da sua reabertura "limitada" a grupos pequenos até novembro, o famoso Corredor Vasariano poderá abrir suas portas ao público geral em 2018.   


O corredor, repleto de autorretratos que liga a Gallerie degli Uffizi ao Palazzo Pitti pela Ponte Vecchio, em Florença, é acessível, no momento, assim como nos últimos 20 anos, apenas fazendo reservas. Além disso, o espaço fica aberto somente em determinados momentos do ano.   


No entanto, isso pode mudar daqui a cerca de 2 anos. De acordo com o diretor da Galleria Uffizi, Eike Schmidt, em entrevista à ANSA, "seria bonito poder inaugurar o 'novo' Corredor Vasariano a todo o público do Uffizi em 27 de maio de 2018, o 25º aniversário do Massacre de Georgofili".   


Na madrugada do dia 27 de maio de 1993, uma bomba explodiu dentro de um carro na Via Georgofili, perto do Uffizi, matando cinco pessoas e destruindo algumas obras do museu. O atentado foi atribuído ao grupo mafioso italiano Cosa Nostra.   


Por isso, Schmidt explicou que "no aniversário desta tragédia, poderemos dar uma grande mensagem à máfia: a de um museu, o Uffizi, e de uma cidade Florença, que se abrem ao mundo e não têm medo do crime organizado".   


O diretor também disse que, mesmo se o corredor não for inaugurado nesta data, o espaço receberá reformas em breve. "No [próximo] outono começarão as obras de adequação, realizaremos saídas de segurança e todas as intervenções necessárias para um melhor aproveitamento do espaço", afirmou o italiano.   


"Primeiramente, porém, tiraremos as centenas de autorretratos que adornam as paredes [do corredor] e, que por falta de climatização, "fervem" durante o verão e ficam abaixo de 0 °C no inverno", contou Schmidt.   


Enquanto isso, as obras mais famosas e belas ficarão expostas na Gallerie degli Uffizi em um espaço que ainda será definido.   


"Estamos levando em consideração três hipóteses: a sala do ex-arquivo de Estado, onde agora reúne pinturas barrocas; os espaços onde agora acontecem as mostras temporâneas, no piso térreo; ou também nas salas 'azuis' dos pintores estrangeiros, que poderiam 'hospedar' também os autorretratos", concluiu Schmidt. (ANSA)
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