Itália não proibirá o 'burkini', diz ministro do Interior

ROMA, 17 AGO (ANSA) - O ministro do Interior da Itália, Angelino Alfano, disse que o país não irá seguir os passos de algumas cidades francesas e que o "burkini", traje de banho muçulmano que cobre o corpo inteiro, não será proibido.   

Até o momento, ao menos três cidades da França proibiram o uso da peça alegando motivos de segurança após a recente onda de ataques terroristas reivindicados por grupos jihadistas no país.   

Em entrevista ao jornal local "Corriere della Sera", Alfano explicou que a Constituição italiana garante a liberdade religiosa para todos e que os milhares de muçulmanos no país não podem ser considerados terroristas. Ainda segundo o ministro, as respostas do governo ao terrorismo, "embora duras, não devem se tornar provocações capazes de atrair novos ataques".   

França - Em visita ao Vaticano, o presidente francês, François Hollande, se negou a discutir a proibição do "burkini".   

O premier Manuel Valls, por sua vez, disse hoje que o vesturário é "incompatível com os valores da França", pois não se trata de um traje de banho, mas de uma "expressão de uma ideologia baseada na escravidão da mulher". (ANSA)
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