Alemanha discute restringir uso da burca no país

BERLIM, 19 AGO (ANSA) - O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, propôs nesta sexta-feira, dia 19, a proibição da burca, traje islâmico que cobre todo o rosto da mulher, e outras vestes religiosas como o niqab, que deixa apenas os olhos à mostra, nas repartições públicas, instituições de ensino, entre outras situações. "Estamos de acordo em rejeitar a burca, estamos de acordo que também queremos introduzir legalmente a obrigação de mostrar o rosto onde for necessário para nossa sociedade, ou seja, ao volante, nos processos administrativos, nas escolas e nas universidades, nos serviços públicos, diante dos tribunais", explicou, após reunião com colegas do partido conservador.   

Maizière ainda destacou que a Alemanha já baniu o uso de qualquer peça que cubra o rosto em protestos -- como máscaras --, que possam esconder a identidade do manifestante.   

"Queremos mostrar nossos rostos uns aos outros e esta é a razão pela qual concordamos em rejeitar isso, agora a questão é como traduzimos isso em uma lei", concluiu o ministro.   

O debate surge pouco após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, dizer que a burca é um "obstáculo à integração". A discussão veio à tona após o país ter sido alvo de diversos ataques de extremistas na última semana e as autoridades locais alegam que a proibição das vestes em certas situações ajudaria a ampliar medidas de segurança.   

França - Recentemente, a cidade de Cannes, na França, proibiu o uso de "burkini" (trocadilho com "burca" e "biquíni") em suas praias e recebeu o apoio do primeiro-ministro Manuel Valls, que disse ser a favor de uma lei nacional contra o traje de banho islâmico. Setores conservadores também têm pressionado o premier da Itália, Matteo Renzi, a vetar o uso da burca no país. (ANSA)
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