Menino que viajou do Egito à Itália sozinho chega à Florença

ROMA, 19 AGO (ANSA) - Ahmed, o menino de apenas 13 anos que passou 10 dias em um bote que partiu do Egito e foi resgatado na costa italiana para procurar ajuda médica para seu irmão mais novo, chegou à cidade de Florença.   

O garoto, que virou notícia nos últimos dias no país, foi resgatado pela Marinha da Itália no começo desta semana e levado até a ilha de Lampedusa, na região da Sicília, onde foi cuidado por funcionários da Organização Internacional para Migração (OIM).   

"[Ahmed] é um garoto doce, ele está contente de chegar à Florença e sorriu com os olhos que transbordavam alegria quando nós dissemos a ele que aqui há ótimos médicos que poderão curar o seu irmãozinho. Ele nos explicou que quer continuar a brincar com ele", disse a inspetora-chefe da polícia de Agrigento, Maria Volpe, que acompanhou o menino da Sicília até a Toscana.   

O garoto deixou seu pequeno vilarejo no Egito, localizado a cerca de 130 quilômetros do Cairo, sozinho para procurar um tratamento médico para seu irmão Farid, de 7 anos, que sofre de um grave quadro de plaquetopenia, doença onde o nível de plaquetas no sangue é perigosamente baixo.   

A família de Ahmed não têm condições financeiras para conseguir pagar os exames e as cirurgias necessárias do pequeno egípcio.   

No entanto, o Hospital de Careggio, em Florença, ofereceu tratamento gratuito para o menino, e a Fundação Tommasino Bacciotti, dispôs um de seus apartamentos para acomodar Farid, Ahmed e o resto da família dos dois.   

"Ele está bem e sereno. Durante a viagem, ele me perguntou dos seus pais e eu lhe disse para ficar tranquilo porque eles chegarão com certeza junto com Farid. Ele confia em mim, nós estabelecemos uma relação intensa. Se ele me vê feliz, sorri, se me vê triste, me toca e pergunta o que eu tenho", contou Volpe.   

A italiana trabalha com migrantes menores de idade há 27 anos.   

No último mês de maio, ela cuidou da pequena Favor, nigeriana de apenas nove meses que perdeu sua mãe durante o naufrágio do bote onde estavam.   

Volpe disse que neste domingo (21) terá que voltar para a Sicília já que "27 crianças estão chegando em Lampedusa" e ela as irá ajudar. "Já vivi tantas situações trágicas e sou muito feliz em estender a mão a quem sofre", explicou a siciliana.   

(ANSA)
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