Brasil se despede dos Jogos e encerra era dos megaeventos

RIO DE JANEIRO, 21 AGO (ANSA) - Até algum tempo atrás, o Brasil tinha a expectativa de receber o mundo para a Copa e os Jogos Olímpicos e uma economia pujante. Na noite deste domingo (21), o país começa a reaprender a viver sem a perspectiva de um megaevento por vir e em meio a uma das piores crises de sua história recente.   


Em um Maracanã já não tão cheio, os mais de 200 países que participaram das Olimpíadas de 2016 deram adeus ao Rio de Janeiro, em uma cerimônia realizada sob chuva e com direito mais uma vez a muita música brasileira.   


Do avião de Santos Dumont e dos pássaros formando a imagem do Cristo Redentor ao desfile dos atletas - agora entrando todos juntos -, o encerramento, como era de se esperar, foi menos majestoso do que a abertura. Porém, ainda assim, exaltou o melhor da diversidade musical brasileira.   


Desde a apresentação de Martinho da Vila ao show de Lenine, passando pelo forró e pelo frevo que embalaram a chegada dos competidores que permaneceram no Rio, visivelmente mais descontraídos agora do que em 5 de agosto. Alguns até carregavam suas medalhas. Pelo Brasil, o canoísta Isaquias Queiroz foi o porta-bandeira. Pela Itália, o jogador de vôlei de praia Daniele Lupo.   


Em uma cerimônia com alma nordestina, houve espaço até para o clássico "Mulher Rendeira" e para o "rei do baião", Luiz Gonzaga. "Asa Branca" fez público e atletas dançarem e foi ovacionada no Maracanã.   


Depois, foi feita a última premiação dos Jogos Rio 2016: a da maratona masculina, uma das mais clássicas provas olímpicas.   


Eliud Kipchoge (Quênia), Feyisa Lilesa (Etiópia) e Galen Rupp (EUA) tiveram uma honra que dificilmente outra pessoa terá: receber suas medalhas no meio do estádio mais famoso do mundo, aplaudidos por dezenas de milhares de pessoas.   


Em seguida, foram apresentados os novos representantes dos atletas no Comitê Olímpico Internacional (COI), e aí veio o momento curioso: impedida de participar das Olimpíadas, Yelena Isinbayeva, uma das eleitas, entrou no Maracanã e foi bastante aplaudida pelo público.   


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi protagonista da primeira vaia da cerimônia - muito em função da ausência do presidente em exercício Michel Temer -, ao entregar a bandeira olímpica para Yuriko Koike, primeira mulher a governar Tóquio, sede dos Jogos de 2020.   


A capital japonesa deu uma pequena amostra de sua cultura, tendo como ponto alto a chegada por meio de um cano do clássico personagem da Nintendo Super Mario, interpretado por ninguém menos do que o primeiro-ministro Shinzo Abe.   


Em Tóquio, provavelmente não haverá Michael Phelps, provavelmente não haverá Usain Bolt, não haverá pressão para o primeiro título olímpico do Brasil no futebol. Mas haverá duas semanas de superação, dor, alegria, derrotas e vitórias, o nascimento de mitos e o ocaso de ídolos, e também uma cidade ansiosa para mostrar sua face mais moderna ao mundo. (ANSA)
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