Confira as maiores decepções dos Jogos Rio 2016

SÃO PAULO, 21 AGO (ANSA) - Como em todas as Olimpíadas, os Jogos de 2016 foram marcados por algumas decepções, seja de favoritíssimos que caíram precocemente, seja de atletas ou equipes que certamente poderiam ter tido um resultado melhor, mesmo que este não fosse uma medalha. Veja abaixo quem ficou devendo no Rio de Janeiro: Novak Djokovic - Atual número 1 do mundo, o tenista sérvio chegou às Olimpíadas como principal candidato ao ouro no torneio de simples masculino, ainda mais depois das desistências dos suíços Roger Federer e Stanislas Wawrinka. No entanto, acabou eliminado logo na primeira rodada pelo argentino Juan Martín del Potro, que ficaria com a prata.   


Além disso, caiu na segunda fase da disputa de duplas masculinas - ao lado de Nenad Zimonji? -, ao perder para os brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares. Antes dos Jogos, Djokovic havia dito que vencer o ouro no Rio era "um sonho". Se lhe serve de consolo, conquistou o coração da torcida com seu carisma e foi bastante aplaudido.   


Serena Williams - Também líder do ranking, a maior tenista da história não conseguiu fazer valer seu favoritismo e ficou longe de uma medalha. Primeiro, foi eliminada das duplas femininas logo na estreia pelas tchecas Lucie Safarova e Barbora Strycova.   


Mais tarde, caiu na terceira rodada da chave de simples para a ucraniana Elina Svitolina, apenas a 20ª no ranking.   


Vincenzo Nibali - Campeão do Giro d'Italia, era um dos favoritos para vencer a prova do ciclismo de estrada nos Jogos Olímpicos e mostrava isso até a reta final do percurso. No entanto, faltando apenas 11 km para a linha de chegada, o italiano sofreu uma queda em uma descida e não conseguiu voltar. Ele liderava a disputa.   


Nibali havia dito que ganhar o ouro no Rio era sua grande meta para 2016 e usou até o cobiçadíssimo Tour de France para se preparar. Ele ganhou uma carona de volta para a Itália no avião do primeiro-ministro Matteo Renzi, que estava no Rio de Janeiro, e passou por uma cirurgia na clavícula.   


Federica Pellegrini - Porta-bandeira da Itália justamente no dia de seu aniversário de 28 anos, a nadadora Federica Pellegrini parecia viver um dos melhores momentos de uma carreira já vitoriosa, mas bastante conturbada. Ela havia feito o terceiro melhor tempo do ano nos 200m nado livre e era favoritíssima a pelo menos ocupar um lugar no pódio, mas acabou ficando em quarto, atrás do fenômeno Katie Ledecky (EUA), de Sarah Sjostrom (Suécia) e de Emma McKeon (Austrália).   


"Eu tive na água sensações tão estranhas que ter perdido a medalha é, honestamente, a minha última preocupação. Eu estava morta nos últimos 50 metros", justificou a "Divina". Recordista mundial nos 200m e campeã olímpica em 2008, Pellegrini deixou os Jogos do Rio, provavelmente os últimos de sua carreira, sem medalha.   


Esgrima italiana - Dono de sete medalhas olímpicas em Londres 2012, o esporte mais tradicional da Itália não conseguiu repetir o desempenho no Rio e conquistou apenas quatro pódios (um ouro e três pratas), seu pior resultado em 24 anos. Também foi a primeira vez desde 1988 que o time italiano não levou pelo menos dois ouros.   


É bem verdade que duas medalhas de Londres a Azzurra não poderia obter no Brasil: o ouro no florete feminino por equipes e o bronze no sabre masculino por equipes, já que as duas modalidades não estavam no programa de 2016. Ainda assim, o desempenho ficou abaixo do esperado.   


Diego Occhiuzzi, por exemplo, não conseguiu repetir a prata no sabre individual, enquanto a número 1 do mundo Arianna Errigo, prata em 2012, foi eliminada nas oitavas de final do florete e viu sua conterrânea Elisa Di Francisca, ouro em Londres, terminar em segundo lugar.   


No Rio, a Itália também levou o ouro no florete masculino (Daniele Garozzo), a prata na espada masculina por equipes e a prata na espada feminina (Rossella Fiamingo).   


Basquete e vôlei do Brasil - Não que o basquete brasileiro fosse favorito a medalha, mas esperava-se um pouco mais do que duas quedas já na fase de grupos, principalmente no masculino. Os homens perderam para Lituânia, Croácia e Argentina e ficaram em quinto lugar em sua chave, à frente apenas da Nigéria. Já as mulheres fizeram ainda pior: cinco derrotas em cinco jogos.   


No vôlei, o desempenho foi melhor, mas a decepção, maior. A seleção feminina era favorita ao ouro e fizera uma fase de grupos irrepreensível, sem entregar nenhum set, porém acabou caindo para a China por 3 a 2 nas quartas de final, desperdiçando a chance de faturar o tricampeonato olímpico.   


Também decepcionante foi a dupla Larissa e Talita, que chegou como melhor do mundo no vôlei de praia feminino e não ficou nem no pódio. Fabiana Murer - Olimpíadas e Fabiana Murer parecem não ter sido feitas uma para a outra. Após o sumiço da vara em Pequim 2008 e os problemas com o vento em Londres 2012, a saltadora brasileira desta vez sofreu com uma hérnia descoberta um mês antes dos Jogos e não conseguiu sequer passar da fase classificatória.   


Essa foi sua última competição oficial. Mas a decepção foi compensada pelo inesperado ouro de Thiago Braz no salto com vara masculino, superando o francês Renaud Lavillenie.   


Futebol feminino dos EUA - Presente em todas as finais olímpicas até então (quatro ouros e uma prata), a seleção norte-americana desembarcou no Rio para conquistar seu quinto título, mas foi eliminada nas quartas de final pela retranca da Suécia. O destaque (negativo) foi a goleira Hope Solo, que fez piada com o vírus zika, mas colecionou frangos no Rio. (ANSA)
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