Rio 2016 confirma lendas e abre espaço para novos mitos (2)

Por Tatiana Girardi Pelo Brasil, o canoísta de velocidade Isaquias Queiroz saiu do anonimato para o grande público e conquistou três medalhas - duas pratas e um bronze nas categorias C1 200m, C1 1000m e C2 1000m - ao lado de Erlon Silva. Ele tornou-se o brasileiro com mais medalhas em apenas uma edição de Jogos.   


Em sua segunda edição das Olimpíadas, a nadadora norte-americana Katie Ledecky começou a mostrar porque os Estados Unidos acreditam tanto nela. Foram quatro medalhas douradas e uma prata, fazendo com que a jovem de 19 anos tenha seis medalhas olímpicas em seu currículo.   


A natação ainda confirmou grandes nomes que são e serão importantes para o esporte: o italiano Gregorio Paltrinieri, que conquistou o ouro nos 1.500 metros com folga, a húngara Katinka Hosszù, que levou três ouros e uma prata, e a norte-americana Simone Manuel, que conquistou a primeira medalha de uma nadadora negra na história dos EUA.   


No atletismo, a jamaicana Elaine Thompson desbancou a bicampeã olímpica nas provas de 100m e 200m, a também jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, e se tornou a rainha das pistas no Rio.   


Ela ainda disputou o revezamento 4x100, ao lado de Fraser-Pryce, conquistando uma prata. Outro nome que assombrou o mundo do atletismo foi o do brasileiro Thiago Braz. Em uma prova incrível, o brasileiro derrotou o campeão olímpico Renaud Lavillenie e ainda quebrou o recorde olímpico do salto com vara. Com 6,03 metros, Braz voou 11 centímetros a mais do que já tinha conseguido em toda a sua carreira.   


Quem também confirmou o favoritismo foi a dupla do vôlei de praia Alison e Bruno Schmidt, que conquistou o ouro ao derrotar os italianos Daniele Lupo e Paolo Nicolai por 2 sets a 0. Outra dupla que confirmou seu favoritismo foram as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze na categoria 49er FX da vela.   


Após a frustração em Londres 2012, quando foi eliminada por um golpe irregular, a judoca Rafaela Silva deu a volta por cima e foi campeã olímpica no Rio, conquistando a primeira medalha de ouro do Brasil em casa. Surgida em um projeto social, a judoca virou exemplo nacional ao não dar chances para as adversárias.   


Se para o Brasil, o judô e o atletismo mostraram boas surpresas, para a Itália esse sentimento apareceu com o tiro esportivo.   


Liderados pelo bicampeonato olímpico no tiro carabina três posições de Niccolò Campriani, o país da bota conquistou, nada menos, que sete medalhas na modalidade. Uma das maiores vitórias veio com o novato Gabriele Rossetti, 21 anos, que foi ao lugar mais alto do pódio na categoria skeet.   


Quem também supreendeu foram Diana Bacosi e Chiara Cainero que ficaram em 1º e 2º lugar na categoria skeet feminino.   


E, finalmente, a seleção masculina de futebol do Brasil conquistou o ouro em uma edição das Olimpíadas e espantou o "fantasma" da Alemanha.   


- Boas atuações: Apesar de não conquistar o ouro, alguns brasileiros se destacaram muito nas Olimpíadas do Rio. Na ginástica artística, Arthur Zanetti não conseguiu o bicampeonato olímpico, mas garantiu a prata nas argolas. Houve ainda as conquistas inéditas no solo: Diego Hypólito espantou a má sorte de Pequim 2008 e Londres 2012 e conquistou uma inédita medalha de prata. Na mesma prova, Arthur Nory Mariano ganhou o bronze, levando o Brasil ao melhor resultado na modalidade de sua história. Já no judô, Rafael Silva - o "Baby" - confirmou as expectativas e conquistou sua segunda medalha de bronze em edições olímpicas ao dar o "azar" de enfrentar Riner antes da final. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.



Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos