Pais de estudantes desaparecidos rompem com governo mexicano

SÃO PAULO, 22 AGO (ANSA) - Os pais dos 43 estudantes mexicanos que desaparecerem durante um protesto em 2014 anunciaram que romperam as negociações e o diálogo com o governo do México.   

Segundo os representantes dos genitores, eles só retomarão as conversas quando o diretor da Agência de Investigação Criminal (AIC), Tomás Zeron, renunciar ao cargo. O porta-voz dos pais, Felipe de la Cruz, afirmou à agência de notícias "Efe" que "há elementos suficientes para tirá-lo de seu cargo".   

Os parentes dos jovens acusam Zeron de retardar as investigações e de demorar para dar respostas aos parentes. De acordo com eles, o governo está interferindo para que o caso não seja esclarecido até o fim do governo de Enrique Peña Neto, que termina 2018.   

A maior reclamação é que a AIC garantiu que teria os resultados das investigações até o fim da semana passada, mas até o momento nada concreto foi divulgado.   

Uma das "provas" dessa omissão teria ocorrido cerca de um mês após o desaparecimento, ocorrido no dia 26 de setembro de 2014, quando policiais encontraram um saco com restos ósseos que pertenciam a um dos jovens, identificado como Alexander Mora, no fundo de um rio. Porém, conforme os pais, os investigadores não analisaram corretamente a região para checar se havia mais cadáveres ou de onde os ossos teriam vindo.   

A história envolvendo os estudantes continua um mistério sem solução. Investigadores independentes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirma que o grupo de jovens foi alvo de policiais da região e que o então prefeito de Iguala, José Luis Abarca, teria ordenado a captura deles para não prejudicar o futuro político de sua esposa.   

Os 43 estudantes teriam sido entregues para o cartel Guerreros Unidos, que os confundiu com membros de um cartel rival, Los Rojos, e executado todos eles. (ANSA)
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