Após sucesso nas Olimpíadas, Casa Italia fecha as portas

SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO, 23 AGO (ANSA) - Com 28 medalhas, a Itália se despede dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e fecha seu local de hospitalidade, a "Casa Italia", no Clube Costa Brava, na Barra da Tijuca. "A Casa Italia foi o destaque dos nossos Jogos, o lugar onde mostramos quem somos", disse o presidente do Comitê Olímpico Italiano (Coni), Giovanni Malagò. Gerida pelo diretor de Marketing do Coni, Diego Nepi, a Casa Itália abriu suas portas em 3 de agosto, na presença do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, e recebeu a visita dos atletas e medalhistas do país, além de personalidades como o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.   


O imóvel da década de 1960 estava em desuso e foi totalmente reformado pelo Coni para exibir no Rio de Janeiro a cultura, a gastronomia, o design e a história da Itália, na tentativa de contribuir de maneira horizontal com o Brasil. "Este é um projeto que vai além de um ponto de hospitalidade e trasmite toda a comunicação da relação entre Itália e Brasil", disse Nepi, em entrevista exclusiva à ANSA. O próprio logotipo da Casa Italia representa esta conexão, com linhas que relacionam as palavras 'Casa-Italia-Rio2016. "Os italianos nunca foram um povo dominador, sempre fomos imigrantes. Não mudamos nada deste lugar no Clube Costa Brava, apenas valorizamos o espaço, que será um legado ao Rio de Janeiro", afirmou Nepo. Além da Casa Italia, o Coni promoveu outros projetos no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos, como a a reforma de uma crechê na Rocinha e a inauguração de uma quadra na favela Cidade de Deus, além da instalação de um campo de beach soccer em Ipanema aberto ao público e o qual permitia a interação com atletas profissionais.   


"Fizemos um belo trabalho, estou contente. Poderíamos ter vencido outras medalhas, acreditávamos nisso, mas estou orgulhoso de ser o presidente do Coni e de ser italiano", disse Malagò, em uma coletiva de imprensa após o fechamento da Casa Italia. A Itália encerrou os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro entre os 10 países com maior número de medalhas, ocupando a nona posição do ranking. Foram 28 medalhas, sendo 8 de ouro, 12 de prata e oito de bronze.   


O Coni pagará 5,4 milhões de euros no total a todos os medalhistas italianos, que somam 69 pessoas. A idade média dos atletas vencedores é a mais baixa nos últimos 32 anos: 27,21 anos, 1,5 a ano a menos que a média de Londres e 2,5 anos a menos que em Pequim. A Itália se despediu dos Jogos Olímpicos do Rio, mas agora enfrentará sua partida mais longa: a batalha pela candidatura das Olimpíadas de 2024, em Roma. (ANSA)
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