Terremoto de 6 graus mata mais de 20 na Itália

ROMA, 24 AGO (ANSA) - Um terremoto de 6 graus na escala Richter atingiu na madrugada desta quarta-feira (24) o centro da Itália e matou pelo menos 21 pessoas, sendo 11 na região de Lazio e 10 em Marcas.   

Contudo, muitas pessoas ainda estão debaixo de escombros, e o balanço de vítimas deve se agravar nas próximas horas. O tremor foi registrado às 3h36 (hora local), com epicentro a 2 km da cidade de Accumoli, situada a 145 km de Roma, onde o sismo também foi sentido.   

Seu hipocentro - ponto onde se origina um terremoto - ocorreu a apenas 4 km de profundidade. Às 4h32 e 4h32, duas réplicas foram percebidas, uma nas proximidades de Norcia, na região da Úmbria, e outra em Castelsantangelo sul Nera, em Marcas. Nestes casos, o hipocentro foi a 8 e 9 km de profundidade, respectivamente.   

Nas horas seguintes, mais de 50 réplicas com magnitudes superiores a 2 graus foram registradas. Das 21 vítimas confirmadas, 11 foram no Lazio, das quais seis na cidade de Accumuli e cinco em Amatrice. Esta última foi uma das mais atingidas e teve sua avenida principal devastada pelo tremor.   

"É um drama, metade da cidade não existe mais", declarou o prefeito Sergio Pirozzi. Para piorar, o próprio hospital municipal não está em condições de ser usado. "A situação é dramática, muitas pessoas estão sob os escombros", acrescentou.   

Os feridos recebem os primeiros socorros na rua e depois são transferidos de ambulância para Rieti, a 60 km de distância.   

Em Accumoli, a principal via de acesso está obstruída em diversos pontos por rochas derrubadas pelo sismo. É possível ver em vários locais construções destruídas e carros cobertos por poeira e escombros. Algumas pessoas passaram a madrugada de pijamas na rua.   

As outras 10 vítimas morreram em Pescara del Tronto, que fica a somente 67 km de Áquila, cidade devastada por um terremoto que matou mais de 300 pessoas em 2009. Segundo o chefe da Proteção Civil na Itália, Fabrizio Curcio, afirmou que o sismo desta quarta é comparável em intensidade àquele de sete anos atrás.   

O presidente Sergio Mattarella, que estava em Palermo, sua cidade natal, embarcou para Roma assim que foi informado do desastre. Também foram emitidos alertas pedindo doações de sangue de todos os grupos.   

Já o prefeito de Áquila, Massimo Cialente, colocou à disposição dos desabrigados 250 leitos em uma estrutura construída após o terremoto de 2009. (ANSA)
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