Após impeachment, Colômbia diz 'respeitar' decisão do Brasil

BOGOTÁ, 1 SET (ANSA) - O governo da Colômbia demonstrou "reconhecimento e apreço" pela ex-presidente Dilma Rousseff, que foi condenada ontem em um processo de impeachment por crimes de responsabilidade fiscal e deixou o cargo. "Diante da decisão adotada pelo Senado do Brasil, o governo da Colômbia expressa seu reconhecimento e apreço à presidente Dilma Rousseff, com quem tive um fluído entendimento que enriqueceu a relação bilateral e reafirmou os históricos laços de amizade e cooperação que unem os dois países", disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.   

Bogotá também disse que respeita "os assuntos internos de outros Estados" e, assim, evitou comentários sobre o processo de impeachment, diferentemente de alguns países da América Latina que costumavam ser aliados fortes do governo de Dilma e de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva.   

"Reiteramos ainda nossa vontade de continuar trabalhando com o governo constitucional do 'país-irmão', em benefício dos nossos cidadãos e da região", disse a nota. A Venezuela, que já vivia um clima tenso com o chanceler brasileiro, José Serra, no governo interino, convocou para consulta seu embaixador em Brasília. Bolívia, Equador e Cuba também condenaram o afastamento de Dilma. Em resposta, o Itamaraty disse que "o processo de impeachment foi conduzido em estrito respeito ao que estabelecem as leis e a Constituição brasileiras, e é um exemplo que fortalece a democracia no país e na região". (ANSA)
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