Papa diz que migrantes são vulneráveis a mudanças climáticas

CIDADE DO VATICANO, 1 SET (ANSA) - Na segunda edição do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, data instituída pelo papa Francisco no ano passado e que é comemorada em 1º de setembro junto à Igreja Católica Ortodoxa, o Pontífice deu destaque, em sua já tradicional mensagem, para as mudanças climáticas e como elas afetam os migrantes.   

Na carta "Usiamo Misericordia Verso la Nostra Casa Comune" ("Usemos de Misericórdia para com a Nossa Casa Comum"), divulgada nesta quinta-feira (1), Mario Bergoglio afirma que "as mudanças climáticas contribuem também para a desoladora crise de migrantes forçados".   

"Os pobres do mundo, que aliás são os menos responsáveis pelas mudanças climáticas, são os mais vulneráveis e já se submetem aos efeitos", diz o Papa na mensagem.   

Por isso, de acordo com o religioso, "quando maltratamos a natureza, maltratamos também os seres humanos" e que, inspirado pela sua encíclica "Laudato Si", é necessário escutar "tanto o grito da terra quanto o dos pobres".   

Sendo assim, Francisco aconselha aos seus fiéis assumirem "um compromisso firme de mudar de vida", o que, em suas palavras, significaria "se traduzir em atitudes e comportamentos concretos mais respeitosos à criação".   

Como exemplos disso, o argentino diz para se "fazer um uso cauteloso do plástico e do papel, não desperdiçar água, alimentos e energia elétrica, diferenciar os tipos de lixo, tratar com cuidado os outros seres vivos, utilizar o transporte público e dividir o mesmo veículo com outras pessoas".   

Na mensagem, o Papa também comenta os acordos ambientais e ecológicos assinados pelos mandatários mundiais. "É um motivo para ficar satisfeito que em setembro de 2015 [vários] países do mundo tenham adotado os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável e que, em dezembro de 2015, tenham aprovado o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, que se impõe como um desafio, mas é fundamentalmente objetivo para conter o aumento da temperatura global".   

"Agora, os governos têm o dever de respeitar os empenhos que foram assumidos enquanto as empresas devem fazer responsavelmente a sua parte e cabe aos cidadãos exigir que isso aconteça, mesmo que se mire a objetivos mais ambiciosos", explica o argentino.   

E na sua conta do Twitter, Francisco também escreveu uma frase que, em boa parte, sintetiza toda a sua mensagem: "Deus nos doou a Terra para cultivá-la e tomar conta com respeito e equilíbrio". (ANSA)
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