Turquia afasta mais 820 militares após tentativa de golpe

ISTAMBUL, 1 SET (ANSA) - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, continua com os expurgos no seu país após a tentativa de golpe de Estado ter acontecido no último dia 15 de julho, expulsando e prendendo militares, magistrados, funcionários públicos e até jornalistas na nação árabe.   

De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (1) pela agência de notícias estatal "Anadolu", mais 820 militares foram afastados das forças armadas turcas. Desse total, segundo a publicação, 648 deles já estavam detidos.   

Além disso, de meados de julho até o momento, já foram expulsos por Erdogan 4.451 militares, sendo que 151 deles tinham cargos altos, como de generais e de almirantes.   

Em sua maioria, as razões do governo da Turquia para realizar os expurgos é a acusação de que os militares teriam apoiado o grupo golpista comandado pelo clérigo Fethullah Gulen, que está exilado nos Estados Unidos.   

No entanto, não são só as forças armadas da Turquia que sofrem com esses afastamentos e detenções. Nesta quinta-feira, por exemplo, 543 magistrados, que até o momento só estavam suspensos, foram expulsos de seus postos. Com esse número, agora os juízes que perderam seus empregos são 3.390.   

Já entre os funcionários públicos, tem-se notícias de que ao menos 80 mil estão suspensos. E as demissões e prisões não param por ai. Acredita-se que cerca de 20 mil cidadãos e 128 jornalistas foram detidos desde a tentativa de golpe, de acordo com dados da plataforma "P24".   

No caso dos jornalistas, as prisões têm também outro motivo: a proximidade de alguns veículos e profissionais aos curdos e, principalmente ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado pelo governo de Erdogan como uma organização terrorista.   

Martin Schulz e Binali Yildirim se encontram - Sobre o assunto, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, se encontrou nesta quinta com o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, e tentou negociar uma mudança na lei anti-terrorismo do país para que os turcos consigam receber a tão desejada isenção do visto para a União Europeia.   

No entanto, a Turquia afirmou mais uma vez que, por estar pressionada por militantes tanto curdos quanto do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) não tem condições de alterar sua legislação.   

Além disso, Yildirim também relembrou que o país árabe já está cooperando bastante com o grupo europeu no acordo que tem com a UE de acolher refugiados que tentam entrar no bloco pela Turquia e assim reduzir o fluxo de imigrantes da União Europeia. (ANSA)
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