Em Veneza, ONG cria ação para proteger crianças imigrantes

ROMA, 2 SET (ANSA) - Há extatamente um ano da morte do pequeno Aylan, o menino sírio de três anos que foi encontrado morto na costa da Turquia enquanto tentava chegar à Europa de barco com sua família, a ONG Save the Children decidiu organizar uma campanha especial na 73ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza.   


A iniciativa, chamada #IoStoConAylan (#EuEstouComAylan, em tradução literal), quer criar com a hashtag uma sensibilização e uma conscientização nas redes socias sobre a morte de centenas de crianças e adolescentes nas águas do Mediterrâneo, que têm que fugir dos seus países e se submeterem a vários riscos, muitas vezes sozinhos. Além disso, a campanha também quer lembrar que "todas as crianças devem ser protegidas e acolhidas a qualquer custo", afirmou a organização em uma nota no seu site.   


No festival, a Save the Children e sua iniciativa terão um espaço reservado no ponto de distribuição da revista "Fabrique du Cinéma" em Veneza. E nesta sexta-feira, dia 2, a mostra vai receber dois pequenos, mas muito significantes, eventos da ONG.   


O primeiro acontecerá às 18h30 (às 23h30 no horário de Brasília) no Hotel Excelsior, na cidade do Vêneto, durante uma mesa de conversas sobre o tema "a distribuição dos curta-metragens: o que há de novo?", onde será apresentada a parceria entre a entidade e a Fabrique du Cinéma e, principalmente, a campanha.   


Já às 22h (às 3h na capital brasileira), a apresentação será especial. No espaço de eventos Davidia, de Veneza, a atriz italiana Cristiana Dell'Anna, uma das "porta-vozes" do projeto, contará a história de uma mulher síria que, com sua filha, é "prisioneira" da ilha de Lesbos, na Grécia, na espera de uma chance de ter uma vida melhor.   


"Poder ler as palavras de uma mulher síria sobrevivente, que conseguiu salvar a filha e entender o que ela passou, ajuda a enxergar melhor a realidade. E entendê-la. É uma contribuição mínima a minha, mas necessária porque, criando empatia, abre-se o caminho para a ajuda recíproca", afirmou Dell'Anna.   


"É inadimissível que as crianças continuam a morrer no mar embaixo de nossos olhos. Não podemos permitir isso. Por isso, me uni a Save the Children para dizer eu estou com Aylan [#IoStoConAylan]", disse a atriz Valentina Lodovini, outra "porta-voz" da campanha e membro do júri da mostra Horizontes.   


Quase um terço dos mais de 272,3 mil imigrantes que chegaram à Europa pelo mar em 2016 são crianças e mais de 3 mil pessoas já morreram em naufrágios tentando fazer a travessia no mesmo período. "Save the Children pede que tragédias similares não se repitam e que sejam garantidas vias de acesso seguras e legais para a Europa às crianças e às suas famílias, evitando que a única alternativa seja a de confiar em traficantes para atravessar, com o risco de perder a vida, o Mediterrâneo", concluiu o diretor-geral de Save the Children Italia, Valerio Neri. (ANSA)
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