China abre G20 e pede plenajamento estratégico mundial

HANGZHOU, 4 SET (ANSA) - O presidente da China, Xi Jinping, deu início neste domingo (4) à Cúpula do G20 e pediu que o encontro entre os líderes das maiores economias do mundo sirva de "guia para resolver os principais problemas" do planeta, em vez de promover "conversas vazias" sobre crescimento. No discurso de abertura da cúpula, que ocorre na cidade china de Hangzhou, Xi ressaltou que as lideranças devem se focar em medidas para proporcionar um "crescimento robusto, sustentável, balanceado e inclusivo".   

"O G20 deve traçar um curso para a economia mundial com visão estratégica. Mudar. Em vez de encontrar soluções para crises, estabelecer uma governança de longo prazo", pediu o líder chinês.   

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, também destacou a necessidade de proporcionar um crescimento "equilibrado e igualitário". "Todos nós queremos um crescimento inclusivo, mas temos um inimigo comum: o medo", criticou. Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, citou a Itália e o governo de Renzi como "exemplo de bom trabalho" na adoração de reformas financeiras. O premier, desde que está no cargo, há dois anos, levou adiante reformas em vários setores para desburocratizar e reaquecer a economia italiana.   

No primeiro dia da cúpula, outros temas mais regionais e internos foram levados à mesa de debate por alguns países, como o Reino Unido, cuja primeira-ministra, Theresa May, admitiu que terá de enfrentar certas dificuldades financeiras pelo "Brexit".   

Os representantes da União Europeia, como o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, pediram cooperação do G20 para adotar medidas de crescimento econômico e para solucionar problemas como a crise imigratória e as ameaças de terrorismo. "A nossa estratégia para o crescimento está funcionando. As reformas estão dando resultados. Mas precisamos que os nossos parceiros do G20 implementem as estratégias de crescimento já decididas", pediu. "Depois de anos de crise, devemos demonstrar que podemos produzir um crescimento de longo prazo e restabelecer a confiança", disse. Já os representantes dos países do "BRICS" (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) tiveram um encontro informal às margens do G20 e reafirmaram sua aliança entre os mercados emergentes. Xi Jinping pediu que o grupo, que terá uma cúpula oficial no mês que vem na Índia, cresça "paralelamente ao G20".   

Por sua vez, o presidente brasileiro, Michel Temer, que assumiu o governo na semana passada, após o impeachment de Dilma Rousseff, prometeu que o país "voltará a crescer em breve".   

(ANSA)
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