Apesar de crise, prefeita de Roma afirma que não renuncia

ROMA, 8 SET (ANSA) - Apesar da crise instalada em seu governo, a prefeita de Roma, Virginia Raggi, afirmou que não vai renunciar ao cargo que assumiu no mês de junho. Pouco antes de participar do evento pelos 73 anos da Defesa de Roma, a líder da cidade falou com os cidadãos e afirmou: "não vou deixar o cargo".   

No palco, ao lado do presidente italiano Sergio Mattarella, Raggi afirmou que a "Resistência" celebrada nesta quinta-feira (8) na capital italiana "é um momento fundamental da nossa história e da nossa identidade como italianos e italianas".   

No entanto, o caso da nomeação da assessora do Meio Ambiente, Paola Muraro, continua a causar polêmica. Muraro está sob investigação por fraude, tráfico ilegal de lixo e abuso de poder enquanto trabalhava na AMA, a agência que gere a questão de resíduos na cidade.   

Por 12 anos, Muraro foi consultora da AMA e, nos últimos anos, era a responsável pelo controle de entrada dos resíduos e a consequente saída do material que passava por um "tratamento mecânico-biológico" (TMB). O caso de fraude teria ocorrido na estrutura de Rocca Cencia, que está sob alvo da Procuradoria.   

Na noite de ontem (7), as lideranças do Movimento Cinco Estrelas (M5S), a sigla da prefeita, fizeram uma reunião em Roma para debater o assunto. Através do seu Gabinete, Raggi informou que não foi ao local. Mas, há a confirmação de que ela falou por telefone com o presidente do M5S, Beppe Grillo. Segundo a mídia italiana, há uma "frágil trégua" no momento entre os dois.   

Por norma do partido, alguém que esteja ocupando um cargo público não pode nomear um assessor investigado. No entanto, Raggi afirma que não sabia da investigação - mesmo tendo conhecimento de um "pré-processo" contra Muraro - e não aceita a demissão de Muraro. Já seus correligionários exigem a saída imediata da assessora - que já apresentou pedido não aceito pela prefeita.   

Ainda na noite de quarta, Grillo se manifestou publicamente em prol da prefeita, dizendo que seu partido está "combatendo um sistema que estava funcionando há 50 anos" e disse que quem não acredita no M5S que "vá tomar no c*'. Por sua vez, Raggi publicou um vídeo no Facebook em que afirma que "sofre ataques e acusações" desde o primeiro dia que assumiu o posto.   

"Quero melhorar Roma. Foram dias e noites de trabalho sem descanso. Estou me dedicando de corpo e alma à cidade. Fomos chamados pelos cidadãos para reconstruir após 30 anos de um câncer de um sistema político corrupto", disse a prefeita nas imagens.   

Porém, um novo "golpe" pode fazer com que Raggi mude de ideia nesta quinta. Mais uma vez, policiais foram à sede da AMA, em Roma, para apreender documentos referentes à investigação a qual Muraro está imputada. (ANSA)
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