Bento XVI confessa que não gostava de visitas de políticos

ROMA, 08 SET (ANSA) - O papa emérito Bento XVI confessou que o aspecto que menos o agradava em seu Pontificado (2005-2013) eram as constantes visitas de políticos.   

A declaração está presente no livro "Ultime conversazioni" ("Últimas conversas", em tradução livre), escrito pelo jornalista alemão Peter Seewald e que chegará às livrarias italianas nesta sexta-feira (9).   

"O aspecto político é o mais irritante", admite Joseph Ratzinger, que havia assumido a Igreja Católica após a morte de João Paulo II e abdicou do trono de Pedro oito anos depois, antes da eleição de Francisco.   

No livro, que é uma espécie de entrevista com Bento XVI, o Papa Emérito também fala sobre os motivos que o levaram a renunciar ao cargo, como a dificuldade para resolver os problemas da Igreja Católica.   

Na época, o Vaticano convivia com denúncias de pedofilia, escândalos financeiros e vazamento de documentos secretos.   

Contudo, Ratzinger ainda diz que viveu "belas experiências", apesar de ter sempre carregado "um fardo". (ANSA)
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