Morte de Mao Tsé Tung completa 40 anos

Por Antonio Fatiguso PEQUIM, 9 SET (ANSA) - O que pensaria Mao Tsé Tung, o "Grande Timoneiro" da China, se pudesse ver o atual crescimento impetuoso de seu país, a segunda maior economia do planeta, e sua importância no cenário político internacional, provada, por exemplo, pela recepção da cúpula do G20 no último fim de semana na cidade secular de Hangzhou? Há exatamente 40 anos, no dia 9 de setembro de 1976, morria o fundador da República Popular da China. Nas quatro décadas de sua morte fica a pergunta do que resta de Mao no país asiático, a quem o governo central reconhece a importância na criação da "Nova China".   

Em relação à população, o interesse dos chineses em "um dos grandes pais fundadores" da República Popular não diminuiu, "apesar das dolorosas recordações da devastadora Revolução Cultural [1966-1976] impulsionada por ele", comentou a imprensa governamental, inclusive "Global Times".   

Muitas pessoas, especialmente entre geração chinesa mais anciã, veem Mao como uma "personalidade lendária", capaz de lidar com o poder militar, a corrupção e a desigualdade para desenvolver projetos reais frente a uma sociedade saturada de "materialismo ocidental" e de "crescentes desigualdades".   

Uma China diferente -A grande parcela urbana da China já não é a mesma da época de Mao, redesenhada graças à onda de capitalismo introduzida pelo seu sucessor, Deng Xiaoping, na década posterior a do líder. No último mês de maio, em Pequim, durante reunião entre partidos políticos chineses e europeus, o político italiano Massimo D'Alema disse que quando visitou a nação asiática em 1979 a China era completamente outra.   

"Homens e mulheres se vestiam da mesma maneira e, durante amanhã, no único hotel no oeste de Pequim, se ouvia um barulho que parecia de água de um rio, mas era de várias bicicletas", disse D'Alma.   

Homenagens ao líder - Na praça de Tiananmen, na capital chinesa, que foi inaugurada um ano depois da morte de Mao, o mausoléu que guarda os restos embalsamados do líder foi visitado por milhares de pessoas que chegam de todas as partes do país para homenagear e se despedir mais uma vez do "Grande Timoneiro". Durante as férias, o total de visitantes da atração é de cerca de 30 mil por dia, enquanto nesta sexta-feira, apesar do tórrido sol de verão, mais de 50 mil passaram pelo mausoléu.   

Tributos e mais homenagens ao líder também foram realizadas em todas as partes da China, como em Tangshan, na província de Hebei, que foi devastada por um terremoto seis semanas antes da morte de Mao, e em Shaoshan, município da província de Hunan onde Mao nasceu e que conta com uma gigantesca estátua do político, visitada por centenas de pessoas. (ANSA)
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