Adversário compara Renzi a Pinochet, mas comete gafe

ROMA, 13 SET (ANSA) - O vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Luigi Di Maio, comparou o primeiro-ministro Matteo Renzi ao ex-ditador Augusto Pinochet, mas cometeu uma gafe: ao mencionar o homem que comandou o Chile entre 1973 e 1990, disse que ele tinha governado a Venezuela.   

Líder do partido populista e antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), Di Maio escreveu um texto em seu perfil no Facebook com duras críticas ao premier, principalmente por conta do referendo constitucional que será realizado entre novembro e dezembro.   

"[Renzi] Não é um presidente do Conselho [dos Ministros], mas o maior provocador do povo italiano, um presidente não eleito, sem qualquer legitimidade popular, que sorri enquanto as pessoas sofrem. O referendo, ele mesmo está transformando em uma votação sobre seu personagem, que ocupou com arrogância a coisa pública, como nos tempos de Pinochet na Venezuela", disse.   

Pouco depois, o vice-presidente da Câmara corrigiu a mensagem e trocou Venezuela por Chile. A reforma constitucional do primeiro-ministro propõe a extinção do bicameralismo paritário por meio de uma drástica redução dos poderes do Senado, que teria seu número de representantes diminuído de 315 para 100.   

Além disso, nenhum deles receberia salário.   

No entanto, a oposição acusa Renzi de querer concentrar poder em suas mãos e reduzir o papel justamente da Casa onde sua maioria é mais estreita. O premier também é frequentemente criticado por ter chegado ao Palácio Chigi por meio de uma manobra de bastidores, derrubando Enrico Letta (2013-2014).   

"Não sabe ler emails e fala sem nenhum sentido sobre Pinochet.   

Mas Di Maio sabe onde fica o Chile?", escreveu no Twitter o senador Andrea Marcucci, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), liderado por Renzi. "Atacar o premier é legítimo. Comparar a Itália a uma ditadura é repugnante", acrescentou o subsecretário da Presidência do Conselho de Ministros, Luca Lotti, um dos aliados mais próximos do chefe de governo.   

Luigi Di Maio tem apenas 30 anos, mas já ocupa um lugar de destaque na política italiana. Além de vice-presidente da Câmara, é uma espécie de líder do M5S, abaixo apenas do humorista Beppe Grillo. No entanto, como o comediante não pode concorrer a cargos públicos devido a uma condenação na justiça, cabe ao deputado o papel de principal nome do movimento nas instituições. (ANSA)
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