Itália abrirá hospital militar na Líbia, afirma chanceler

ROMA, 13 SET (ANSA) - A Itália anunciou nesta terça-feira, dia 13, que instalará um "hospital militar" na cidade de Misrata, na Líbia, após pedidos do primeiro-ministro da Unidade Nacional do país, Fayez al-Sarraj.   

O chanceler italiano, Paolo Gentiloni, afirmou nesta terça que nos meses passados, "a Itália ajudou salvando alguns dos feridos mais graves [de Misrata] e disso vem a decisão de responder ao pedido formal de Sarraj de instalar um hospital militar".   

De acordo com a ministra da Defesa da Itália, Roberta Pinotti, a operação, que levará o nome de "Ippocrate" ("Hipócrates", conhecido como o "pai da medicina"), contará com 300 militares, deles 60 médicos e enfermeiros, 140 pessoas responsáveis pelo suporte logístico e 100 responsáveis pelas "forças de proteção".   

Além disso, ainda estarão à disposição do hospital, localizado perto do aeroporto de Misrata, um avião para eventuais evacuações e um navio ao longo na costa da Líbia.   

A operação "foi chamada de 'Ippocrate' pelas suas evidentes finalidades humanitárias. O hospital, que pode começar a funcionar em três semanas, fornecerá triagens, [serviço de] pronto-socorro, visitas ambulatoriais, transfusões de sangue e a possibilidade de recuperação de mais de 40 pacientes", afirmou Pinotti.   

A ideia do hospital foi "formalizada por Serraj com uma carta ao primeiro-ministro Matteo Renzi no dia 8 de agosto", disse a ministra. "Em 15 de agosto, aconteceu o primeiro reconhecimento do Ministério da Defesa para verificar o que era necessário [para o hospital]. Já no dia 23, aconteceu um outro reconhecimento para validar as questões logísticas", explicou Pinotti.   

A notícia foi recebida com elogios, mas também por críticas por parte da oposição italiana. Por isso, o ministro das Relações Exteriores da Itália rebateu os comentários negativos afirmando que o país está "mandando um hospital e não um porta-aviões" para a Líbia.   

Segundo Gentiloni, a medida não representa "boots on the ground", ou seja, soldados italianos em território líbio, mas sim "meds on the ground", expressão que poderia ser trocada por "médicos com a necessária proteção militar".   

Embaixador italiano na Líbia - Nesta terça-feira, a Itália também anunciou que em breve mandará um novo embaixador para a Líbia. "Buscando desenvolver um papel mais avançado na crise, surgiu a decisão de nomear o ministro Giuseppe Perrone para ser o novo embaixador da Itália na Líbia e mandá-lo para Trípoli o mais rápido possível", afirmou Gentiloni.   

A Itália foi o último país da Europa a fechar sua embaixada na Líbia em fevereiro do ano passado. A decisão de reabrir a sua representação diplomática no país mostra uma relação de atenção especial italiana com a nação do norte da África, sua ex-colônia, tanto pela sua proximidade geográfica quanto pelo fato de que é da Líbia que vem a maior parte dos imigrantes ilegais que chegam à Itália. (ANSA)
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