Italiana se suicida após ter vídeo íntimo vazado na internet

NÁPOLES, 14 SET (ANSA) - Uma mulher de 31 anos se suicidou em Nápoles, na Itália, após um vídeo íntimo ter sido vazado e replicado por mais de 100 mil páginas da internet. Identificada apenas como Tiziana, ela foi encontrada morta na casa da mãe dela, onde tinha se "refugiado" após as imagens terem se tornado virais.   

O procurador de Nápoles, Francesco Greco, e a procuradora-substituta, Rossana Esposito, já informaram que abriram uma investigação sobre a hipótese de um crime de instigação ao suicídio.   

Eles ainda informaram que, ao dar prosseguimento ao processo, ainda verificarão se houve crimes de violação de privacidade e de "stalking". Ainda não se sabe se havia alguma denúncia de Tiziana contra uma pessoa específica.   

O caso começou há alguns meses, quando Tiziana compartilhou a gravação com poucos amigos em uma rede social. Não apenas a mulher teria dividido as imagens, mas somente o vídeo dela foi divulgado por um dos membros desse grupo. Assim, iniciou uma reprodução em cadeia da gravação e o vídeo foi replicado por milhares de outras redes sociais e para sites de pornografia.   

Por causa da repercussão, a jovem precisou parar de trabalhar no bar da família e mudou-se de cidade. Também já havia entrado com um processo para mudar seu sobrenome e tentar recomeçar.   

Tiziana entrou na Justiça para a remoção dos vídeos dos diversos sites. A sentença deu razão para ela e obrigou que sites e portais, como o Facebook, a ressarcissem em 20 mil euros e removessem as imagens e comentários ofensivos. No entanto, a juíza Monica Marazzo também condenou a jovem a ressarcir o mesmo valor por estar "consciente" da gravação. A sentença foi proferida no dia 8 de agosto.   

O caso está gerando grande revolta, comoção e debate entre os italianos. Por causa disso o comissário sobre a privacidade online, Antonello Soro, pediu que as pessoas sejam mais "respeitadas".   

"É preciso ter procedimentos de resposta mais decisivos por parte das diversas plataformas, mas é também preciso aumentar o respeito às pessoas na rede. Nesta perspectiva, é cada vez mais urgente um forte investimento na educação digital para promover uma cultura e uma sensibilidade adequada às novas formas de expressão do mundo online", ressaltou Soro. (ANSA)
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