Hackers vazam dados sobre 25 atletas em site da Wada

ROMA, 15 SET (ANSA) - A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) confirmou uma segunda invasão a seu site, realizada por um grupo de hackers que acusa a entidade de esconder casos de doping de 25 atletas.   


O primeiro ataque foi realizado na última terça-feira (13) e assumido pelo grupo "Fancy Bear's", que se autointitula como uma equipe que "luta pelo fair play e pelo esporte limpo" de doping, e teve a ginasta Simone Biles e as irmãs tenistas Serena e Venus Willians como alvos.   


No novo vazamento de informações, o ciclista Bradley Wiggins foi incluído na lista de atletas que teriam feito o uso de substâncias proibidas, mas que apresentavam receitas médicas que indicavam "uso terapêutico" dos compostos. Com isso, a Wada abria uma "exceção" para a utilização do doping.   


Em comunicado, a entidade explicou que os dados hackeados envolvem atletas de oito países, sendo dez norte-americanos, cinco alemães, cinco britânicos, um da República Tcheca, um dinamarquês, um polonês, um da Romênia e também um russo.   


A Wada ainda afirmou que o grupo teve acesso ilegalmente ao banco de dados da Administração de Antidoping e Sistema de Gestão através de uma conta do Comitê Olímpico Internacional (COI), criada para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que contém dados médicos confidenciais, como a utilização terapêutica, fornecidas pelas Federações internacionais desportivas (ISF) e as Organizações Nacionais Antidoping (CNAD).   


"A Wada não tem dúvidas de que esses ataques são uma retaliação contra a Agência e o sistema mundial Antidoping por causa da nossa investigação que descobriu doping patrocinado pela Rússia", afirmou Olivier Niggli, diretor geral da entidade.   


A investigação realizada pela entidade causou a suspensão de diversos atletas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, incluindo todos os integrantes da equipe de atletismo russo.   


"Condenamos esta atividade criminosa e pedimos ao governo russo que faça tudo o que estiver em seu poder para que acabe", completou Niggli.   


O porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, Dmitri Peskov, afirmou que o país está pronto "para ajudar" as investigações.   


"A Rússia sempre lutará contra crimes cibernéticos e pede repetidamente a cooperação de outros países." (ANSA)
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