Renzi aumenta tom em defesa de reforma constitucional

ROMA, 15 SET (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, rechaçou nesta quinta-feira (15) que a reforma constitucional proposta por seu governo e que irá para referendo popular seja uma ameaça à democracia italiana.   

"Pode-se votar sim. Pode-se votar não. Mas, dizer que a democracia está em jogo é um escárnio com os italianos", afirmou o premier durante a Festa da Unidade em Bolonha.   

A fala de Renzi foi uma resposta ao presidente da Anpi, Carlo Smuraglia. A associação é formada por um grande grupo de italianos que ajudou a escrever a Constituição, na década de 1940, e afirma ser responsável pela "proteção" ao documento.   

Mais cedo, Smuraglia deu a entender que a reforma ignora a carta magna do país.   

"O nosso Estatuto diz que entre nossos objetivos está defender e pedir o respeito à Constituição, no espírito daqueles que votarão na constituinte. Uma modificação é sempre admissível, mas quando há algo que passa desse espírito, nos sentimos obrigados a lutar em defesa da Constituição", disse o chefe da Anpi.   

O referendo constitucional dirá se os cidadãos aceitam ou não o projeto do governo, já aprovado na Câmara e no Senado, que reduz os poderes do senadores e acaba com o bicameralismo paritário na Itália. Se virar lei, a iniciativa extinguirá o salário dos senadores e concentrará o debate político na Câmara dos Deputados, além de eliminar a figura da província da Constituição.   

Segundo Smuraglia, há dúvidas sobre como os novos senadores serão eleitos no país e "não consigo entender em qual modalidade eles poderão desenvolver suas funções".   

O líder político italiano disse que gostaria que a Anpi "fosse mais clara" sobre o que realmente pensa sobre a reforma e acusou que a entidade ficou quieta quando um de seus membros publicou uma matéria o chamando de "traidor" da nação.   

"Eu teria interesse de lhes falar tudo o que foi feito nos últimos dois anos. Neste país, nos últimos dois anos, há mais direitos para todos. Vão lá perguntar para duas pessoas do mesmo sexo se elas têm menos direitos", disse o premier sob muitos aplausou e algumas vaias da plateia presente. (ANSA)
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