Suécia mantém mandato de prisão de Assange

SÃO PAULO, 16 SET (ANSA) - O Tribunal de Apelação de Estocolmo rejeitou nesta sexta-feira, dia 16, um pedido feito pelo fundador do Wikileaks, Julian Assange, de rejeição do mandato de prisão expedido pela Suécia em 2010 devido a um suposto abuso sexual cometido por ele.   

O tribunal decidiu manter o mandato afirmando que a acusação que ele enfrenta é bem séria, que existe um grande risco do australiano fugir "sem procedimentos legais e penalidades" e que ele não está já "privado de liberdade" na Embaixada do Equador em Londres, onde está exilado desde 2012.   

Por outro lado, a linha de defesa apresentada por Assange na ação era de que um comitê da Organização das Nações Unidas já havia afirmado que a prisão do jornalista em Londres em 2012 foi arbitrária e que tanto o Reino Unido quanto a Suécia deveriam retirar as acusações e ainda ressarcir o australiano.   

Assange ainda acredita que se voltar para a Suécia poderá ser extraditado para os Estados Unidos, onde uma investigação sobre os vazamentos de milhares de documentos secretos das Forças Armadas norte-americanas pelo Wikileaks ainda está em andamento.   

Além disso, nesta quarta-feira (14) foi anunciado que o jornalista será interrogado no dia 17 de outubro deste ano pelo caso de abuso sexual na própria Embaixada do Equador em Londres pelo procurador-geral do país latino, Wilson Toainga. (ANSA)
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