Após fim de trégua, ataques aéreos são relatados na Síria

ROMA, 19 SET (ANSA) - Há apenas algumas horas do fim da trégua na Síria, ataques aéreos perpetrados pelo governo de Bashar al-Assad foram relatados por moradores locais na região leste da cidade de Aleppo, parte controlada pelos rebeldes e onde ainda continuam vivendo cerca de 300 mil civis, afirmou a emissora de televisão "Al Jazeera". Pessoas que estavam no local afirmam que viram aviões parecidos com os do governo lançando bombas em bairros rebeldes, o que já tinha acontecido no domingo, dia 18.   

As forças armadas sírias proclamaram o fim da trégua no país ainda nesta segunda-feira (19). Segundo elas, os rebeldes, denominados como "grupos terroristas armados", não teriam levado a sério o acordo e o teriam violado em no mínimo 300 vezes, perdendo assim uma "chance real" de conseguir diminuir o número de mortes na região.   

Já a oposição síria afirmou que o governo de Assad teria descumprido o cessar-fogo 254 vezes desde o seu início e que teria feito isso para poder anunciar o fim da trégua e atacar mais.   

O acordo de uma semana na Síria entrou em vigor na última segunda-feira (12) e foi acertado entre Rússia e Estados Unidos.   

Ele daria condições para que alimentos, remédios e outros produtos de primeira necessidade pudessem ser entregues com segurança pela ajuda internacional para bairros civis tomados pela guerra.   

Além disso, a trégua também tinha como objetivo que os dois países pudessem iniciar uma colaboração militar para combater grupos terroristas na região, como a Frente al-Nusra e o Estado Islâmico (EI, ex-Isis).   

O cessar-fogo conseguiu diminuir as mortes no país árabe nos primeiros dias, no entanto, desde a noite de sábado (17) mais de 90 pessoas morreram em ataques, entre elas 29 crianças e adolescentes e 17 mulheres, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos.   

O número não conta com os 62 soldados sírios que morreram em bombardeamentos realizados pela coalizão internacional comandada pelos EUA no domingo (18). Para o país, o ataque atingiu "por engano" o exército sírio em Deir al-Zor.   

O incidente, contudo, não foi visto desta maneira tanto pela Rússia quanto pelo governo de Assad, que afirmou que o ocorrido se tratou de uma "agressão flagrante".   

Mesmo assim, os Estados Unidos afirmaram nesta segunda que, mesmo com as violações por parte das forças militares da Síria, estão dispostos a estender a trégua e prontos para conversar com a Rússia sobre o assunto, contanto que o país deixe clara a sua posição sobre o tema.   

O anúncio do porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby, foi feito pouco tempo após o governo de Vladimir Putin ter comentado que era impossível as forças sírias manterem o cessar-fogo com as violações dos rebeldes. (ANSA)
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