Sob aplausos,Itália se despede de ex-presidente Carlo Ciampi

ROMA, 19 SET (ANSA) - Sob muitos aplausos, os italianos se despediram nesta segunda-feira (19) do ex-presidente Carlo Azeglio Ciampi, 95 anos, que faleceu na última sexta-feira (16).   

Após um velório aberto ao público, a missa de corpo presente foi realizada de maneira privada para parentes e amigos na paróquia São Saturnino, em Roma. No trajeto do funeral, no entanto, muitos italianos pararam para aplaudir o cortejo com o corpo do ex-presidente do país.   

Estavam presentes na cerimônia o atual mandatário, Sergio Mattarella, os presidentes do Senado, Pietro Grasso, e da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, os ex-premiers Mario Monti, Romano Prodi e Lamberto Dini, a prefeita de Roma, Virginia Raggi e o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. O primeiro-ministro Matteo Renzi não participou do enterro por estar em viagem a Nova York, onde participará da Assembleia Geral das Nações Unidas.   

Durante a cerimônia fúnebre, o monsenhor Vincenzo Paglia, relatou alguns dos últimos momentos de vida de Ciampi. "A última lembrança foi quando levei para ele a benção do papa Francisco.   

Com um fio de voz, ele me pediu para agradecê-lo. Depois, fez o sinal da cruz e segurou minha mão. Ficamos guardando o dom da companhia", disse o religioso.   

Quem também participou da missa foi o ator Roberto Benigni, que destacou toda a sua admiração pelo ex-político. "Para mim, ele foi como um pai. Eu falava com ele para pedir conselhos, como se faz com um pai. Como eu o queria bem. Um homem com uma honestidade e uma integridade moral incríveis. Se me pedissem quem eu gostaria de imitar, seria Ciampi", disse o ator emocionado. Prestigiado economista, Ciampi foi uma figura muito respeitada em todo o país. Nascido em 1920 em Livorno, ele liderou a Itália entre 1999 e 2006, quando foi sucedido por Giorgio Napolitano.   

Ele também atuou como primeiro-ministro entre 1993 e 1994, quando presidiu um governo de transição em um complicado momento para a política italiana, logo após a famosa operação "Mãos Limpas".   

Ciampi ainda liderou a Banca d'Italia (o Banco Central italiano) entre 1979 e 1993 e teve um papel fundamental para a adoção da moeda única europeia, o euro, no país. (ANSA)
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