Afegão que causou explosão em Nova York odiava os EUA

NOVA YORK, 20 SET (ANSA) - O afegão Ahmad Khan Rahami, preso nesta segunda-feira (19) por causar uma explosão em Nova York, odiava os Estados Unidos e as pessoas homossexuais, revelou a mãe da filha do acusado em entrevista à emissora "Fox News".   

Identificada apenas como "Maria", a mulher contou que conheceu Rahami na escola e que, após uma viagem ao Afeganistão, ele voltou diferente como se tivesse passado por uma "lavagem cerebral".   

"Ele falava muito da cultura ocidental e de como, em seu país, era diferente. De como não haviam homossexuais no Afeganistão", contou Maria à emissora. Da viagem ao seu país natal, Rahami havia voltado casado e com um outro filho. Segundo a mídia norte-americana, ele chegou a pedir o visto para a esposa, mas não há a informação se ele conseguiu efetuar o pedido.   

A mulher ainda informou que não via o afegão há cerca de dois anos e que, durante a época do colégio, ele era uma "pessoa normal" sendo o "palhaço" da turma. "Nunca achei que ele poderia fazer algo assim", disse a jovem.   

Já na presença de autoridades, Rahami não quis "colaborar" nos depoimentos e foi formalmente acusado de tentativa de homicídio.   

Agora, os policiais tentam estabelecer se há ligação entre a bomba que explodiu em Nova York no último sábado (17), deixando 29 feridos, e a bolsa com cinco explosivos encontrados em Elizabeth, em Nova Jersey, nesta segunda-feira (19). (ANSA)
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