Italianos raptados na Líbia são identificados

ROMA, 20 SET (ANSA) - Foram identificados como Bruno Cacace, de 56 anos, e Danilo Calonego, de 66, os italianos raptados no começo desta semana em Ghat, na Líbia.   

Eles foram levados -- junto a um cidadão canadense -- por um grupo de desconhecidos armados que bloquearam o carro em que viajavam em direção ao aeroporto local.   

Apesar de sempre fazer a viagem com escolta, nos últimos dias estavam viajando sozinhos, não se sabe por qual motivo.   

Os três trabalham para a empresa Con.I.Cos, da sociedade Mondovi, de Cuneo, na manutenção aeroporto de Ghat.   

As autoridades italianas estão trabalhando com a hipótese de que o sequestro deveria, a princípio, ser uma ação "relâmpago", com o pagamento imediato de um resgate e a libertação das vítimas, mas que acabou se complicando. Ghat fica no oeste do país, em pleno deserto, perto da fronteira com a Argélia, e está sob controle do governo de unidade nacional Trípoli, reconhecida internacionalmente.   

A área é conhecida por ser habitada por tribos tuaregues e traficantes de todos os tipos.   

As autoridades locais descartam que a ação tenha sido realizada por grupo terrorista.   

O ministro de Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, disse, em entrevista ao jornal local "La Repubblica" que é muito cedo para identificar o grupo de raptores.   

Histórico - No ano passado, outros dois cidadãos italianos, Gino Pollicardo e Filippo Calcagno, haviam sido raptados na Líbia.   

Eles permaneceram sob poder de um grupo jihadista durante oito meses, até conseguir escapar. Pollicardo e Calcagno faziam parte de um grupo de quatro homens raptados em Mellitah, no norte do país africano, onde trabalhavam para uma construtora italiana em uma unidade da estatal de petróleo ENI. Os outros dois, Salvatore Failla e Fausto Piano, morreram em um tiroteio após terem sido usados pelos sequestradores como "escudos humanos". Ex-colônia da Itália, a Líbia fica a poucas centenas de quilômetros de distância do país europeu e é o principal ponto de partida para imigrantes clandestinos que se arriscam na travessia do Mediterrâneo para chegar até a península. (ANSA)
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