OCDE corta estimativas de crescimento da Itália para 2016

PARIS, 21 SET (ANSA) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou as estimativas de crescimento para a economia italiana nos próximos dois anos. Os dados constam no relatório "Economic Outlook" divulgado nesta quarta-feira (21).   

Segundo a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 0,8% em 2016 e 2017, uma queda de 0,2% e de 0,6%, respectivamente, em relação ao estudo anterior. Na zona do euro, o crescimento previsto é de 1,5% em 2016 e de 1,4% em 2017 - uma retração de 0,1% e de 0,3% em relação aos cálculos de junho.   

Para a economia global, a OCDE também rebaixou as perspectivas: alta de 2,9% em 2016 e 3,2% em 2017, uma redução 0,1% perante ao estudo anterior.   

"Em 2016, os investimentos e as negociações não se revelaram assim frutíferos como estávamos esperando. [Em 2017], há fraquezas na economia mundial e na zona do euro que pesarão, principalmente, mais na Itália do que em outros países", disse a economista-chefe da OCDE, Catherine Mann.   

Ao detalhar a situação italiana, Mann destacou que "é preciso reconhecer que há uma vasta gama de desafios a serem enfrentados" no país da bota e, indiretamente, defendeu a postura do governo de Matteo Renzi de pedir mais flexibilidade para a União Europeia.   

"Há um governo que, mesmo recente, conquistou notáveis progressos. Em particular, na reforma do trabalho, que teve efeitos na retomada da ocupação, gerando um crescimento positivo. A ideia era que esse crescimento durasse por todo 2016, mas as nossas esperanças foram de alguma maneira desiludidas", disse ainda a economista.   

Uma das quedas nos dados foi causada, segundo a OCDE, pela decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, o chamado "Brexit". Conforme o relatório apresentado hoje, o crescimento no país diminuirá e ficará abaixo dos números registrados nos últimos anos.   

"Mesmo com as vigorosas medidas adotadas pelo Banco da Inglaterra, que contribuíram para estabilizar os mercados, as incertezas permanecem muito fortes e os riscos, inevitavelmente, estão orientados para o rebaixamento. Nestas condições, o crescimento do Reino Unido deve estabilizar-se em 1,8% em 2016 e em 1% em 2017, uma taxa muito inferior àquela dos últimos anos", acrescentou o relatório. (ANSA)
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