Protesto pede renúncia de ministra após ação pró-fertilidade

ROMA, 22 SET (ANSA) - Após duas campanhas publicitárias desastrosas para estimular a "fertilidade" entre os italianos, um protesto em Roma pede a saída da ministra da Saúde, Beatrice Lorenzin, nesta quinta-feira (22).   

As centenas de manifestantes foram às ruas com cartazes, travesseiros e ampulhetas em um movimento batizado de "Fertility Fake", uma ironia com o "Fertility Day" proposto pelo governo.   

"O governo nos pede para fazer filhos e fazê-los logo. Muitos de nós querem isso e estamos esperando. Precisamos de creches, empregos, renda e ajudas", disse uma das manifestantes.   

As duas campanhas foram acusadas de sexismo e de racismo. As primeiras peças foram vistas como uma pressão do governo para as mulheres engravidarem o mais rápido possível, já que o país enfrenta os menores índices de natalidade da Europa. Em uma das imagens, uma mulher aparecia segurando uma ampulheta com a legenda "a beleza não tem idade, a fertilidade sim".   

Já na ação divulgada na terça-feira (20), a campanha foi acusada de racismo, já que mostrava pessoas brancas do lado "das boas ações" e pessoas negras usando drogas.   

"No 'Fertility Day', falamos sobre saúde. Depois há o aspecto político e na política há a instrumentalização e sei que há um punhado de pessoas que aspiram ser ministros da Saúde. Por mim tudo bem, eu me preocupo com as coisas de verdade", disse Lorenzin ao ser questionada sobre a política. A ministra ainda confirmou que a peça divulgada na terça-feira foi retirada de circulação e que haverá uma reunião hoje para debater o "erro técnico". (ANSA)
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