Marcha relembra naufrágio com 368 mortos no Mediterrâneo

LAMPEDUSA, 03 OUT (ANSA) - Cerca de mil pessoas participaram nesta segunda-feira (3) de uma marcha em Lampedusa, ilha italiana situada no mar Mediterrâneo, para recordar o terceiro aniversário do naufrágio de 3 de outubro de 2013, que custou a vida de 368 imigrantes.   

A manifestação contou com a presença de alguns sobreviventes da tragédia e de cerca de 200 jovens que participavam de um workshop chamado "A Europa começa Lampedusa", já que a ilha é considerada uma das principais portas de entrada do continente.   

As instituições de Roma foram representadas pelo ministro do Interior Angelino Alfano, que disse que há três anos a crise migratória era uma "tragédia italiana", mas hoje é um problema "europeu". "Não sabemos se são refugiados ou não quando os salvamos, mas sabemos que devemos salvá-lo", disse.   

Além disso, a Itália celebra nesta segunda-feira pela primeira vez o Dia da Memória e do Acolhimento, iniciativa aprovada pelo Parlamento para homenagear as vítimas das "viagens da morte" no Mediterrâneo.   

Desde o naufrágio de 3 de outubro, mais de 11,4 mil pessoas já faleceram em acidentes com barcos clandestinos na região, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). "Só em 2016, 3.498 perderam a vida no Mediterrâneo na tentativa desesperada de encontrar salvação na Europa", disse Carlotta Sami, porta-voz do Acnur para o Sul da Europa.   

O naufrágio de três anos atrás é considerado uma das piores tragédias da história do Mediterrâneo e foi o estopim para a criação da operação militar italiana Mare Nostrum, destinada a resgatar embarcações superlotadas na região. Mais tarde, a iniciativa foi substituída por uma força-tarefa europeia, mas o papel mais ativo continua sendo de Roma.   

A maioria dos ocupantes do barco era formada por eritreus, somalis e ganeses, que pagaram cerca de US$ 3 mil cada um a traficantes de seres humanos para fazer a viagem. (ANSA)
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