Parlamento Europeu aprova ratificação do Acordo de Paris

ESTRASBURGO, 04 OUT (ANSA) - Por 610 votos a favor e 38 contrários, o Parlamento Europeu ratificou nesta terça-feira (4) o Acordo de Paris, pacto para conter o aquecimento global aprovado em dezembro passado, durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21).   

"Hoje a União Europeia transformou as ambições sobre o clima em ações sobre o clima. O Acordo de Paris é o primeiro desse tipo e não seria possível sem a União Europeia. Continuamos a demonstrar liderança e a dar provas de que, unida, a UE leva a resultados concretos", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ainda antes da votação.   

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também se pronunciou no Parlamento Europeu e elogiou os esforços de Bruxelas na luta contra as mudanças climáticas. "Seus países reconheceram a importância da ameaça e se mostraram prontos para aproveitar a oportunidade que as mudanças representam para a economia, que levarão a sociedades mais saudáveis", destacou o sul-coreano.   

Até o momento, 62 nações já ratificaram o tratado, inclusive o Brasil. Segundo a presidente da COP21 e ministra do Meio Ambiente da França, Ségolène Royal, o acordo entrará definitivamente em vigor na próxima sexta-feira (7), quando sete países europeus depositarem seus documentos de adesão na ONU.   

Para o pacto passar a valer, ele precisa ser ratificado por 55 Estados que totalizem pelo menos 55% das emissões de carbono do planeta.   

As metas - O Acordo de Paris assume o compromisso de manter o aumento médio da temperatura global abaixo dos 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e realizar esforços para limitar o crescimento a 1,5ºC.   

Além disso, estabelece que as partes tenham como objetivo alcançar o pico das emissões de gases do efeito estufa o "mais rápido possível", prosseguindo com uma "rápida redução" para chegar a um "equilíbrio" na segunda metade do século 21. No entanto, o texto não especifica datas ou cifras.   

De acordo com o documento, os países ricos deverão fornecer recursos para financiar o combate ao aquecimento global nas nações em desenvolvimento. Estão previstos pelo menos US$ 100 bilhões por ano até 2020. (ANSA)
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