Conheça Antonio Guterres, o novo secretário-geral da ONU

Por Luciana Ribeiro SÃO PAULO, 6 OUT (ANSA) - Favorito para se tornar secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o ex-primeiro-ministro de Portugal Antonio Guterres, de 67 anos, é um dos responsáveis por dar voz internacional a umas das crises mais severas de refugiados que o mundo já enfrentou. O futuro sucessor de Ban Ki-moon, que vai liderar a ONU a partir de janeiro e teve seu nome confirmado hoje (6) pelo Conselho de Segurança, foi chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para refugiados (Acnur) entre 2005 e 2015, que compreende o período que a Europa sofreu um dos piores deslocamentos forçados de imigrantes desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Crítico às políticas de acolhimento da União Europeia (UE), Guterres promoveu uma reforma estrutural na sede da Acnur, em Genebra, e reduziu em um terço o número de funcionários do órgão, cuja liderança foi repassada no início de 2016 para o italiano Filippo Grandi.   

Nascido em 30 de abril de 1949, em Lisboa, Guterres formou-se no curso de Engenharia Eletrotécnica. Em 1974, entrou no Partido Socialista português, após a Revolução dos Cravos, que marcou o fim de cinco décadas de ditadura.   

Em 1976, o ex-premier foi eleito deputado durante as primeiras eleições democráticas. Entre 1992 e 2002 assumiu o cargo de secretário-geral do Partido Socialista e, de 1995 a 2002, tornou-se primeiro-ministro de Portugal.   

Durante o seu governo, aproveitou que Portugal vivia em constante crescimento e implementou uma das principais medidas de sua gestão, o salário mínimo.   

Contra a legalização do aborto, Guterres foi acusado pela oposição de contribuir para a vitória do "não" durante o referendo de 1998. No entanto, em 2001, ele renunciou ao cargo e se concentrou na carreira diplomática.   

Casado e com dois filhos, António Manuel de Oliveira Guterres chega ao cargo de secretário-geral da ONU aos 67 anos, depois de uma campanha iniciada em fevereiro, na qual teve apoio de diversos partidos, inclusive do próprio presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.   

Com vasta experiência política dentro e fora do país, o ex-primeiro-ministro foi desde o primeiro momento o candidato que obteve mais apoio do Conselho de Segurança. A candidatura de Guterres recebeu 13 votos a favor, duas abstenções e nenhum veto. (ANSA)
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