Grã-Bretanha desiste de polêmica cota de imigrantes

ROMA, 10 OUT (ANSA) - A Grã-Bretanha desistiu da ideia de tornar pública a lista das empresas que empregam muitos estrangeiros em seus quadros após a repercussão negativa do fato. A desistência foi anunciada pela ministra da Educação, Justine Greening, que informou que esses dados serão solicitados de maneira reservada às empresas.   

"Isto será utilizado para entender algumas áreas e partes do país em que há escassez de competências, evidenciada pelo fato dos empregadores não contratarem funcionários locais. E também para as pessoas conseguirem ter vantagem nas oportunidades econômicas em suas áreas", disse em entrevista à "ITV".   

O plano apresentado por Amber Rudd, responsável pela pasta de Assuntos Internos, na semana passada causou grande repercussão tanto no país como no exterior.   

Pelo planejamento inicial divulgado em um evento do partido Conservador, todas as empresas que estão em território britânico precisariam apresentar quantos funcionários estrangeiros têm em seus quadros, em uma espécie de "name and shame" ("nome e vergonha", em tradução livre). A ideia era "envergonhar" publicamente aqueles que têm poucos funcionários britânicos, forçando a contratação de locais.   

A medida causou revolta nas empresas, já que muitas alegam que contratam pessoas de outros países pela falta de mão de obra especializada no país. Além disso, o plano poderia causar uma "retaliação" de empresas no exterior contra britânicos que trabalhem em outros países.   

De acordo com a mídia britânica, o plano causou revolta em muitos dos apoiadores do Brexit - a saída do país da União Europeia. Segundo Steve Hilton, que era assessor do ex-premier David Cameron, mas defensor da saída do país do bloco, o ato era "repugnante".   

A ideia apresentada por Rudd causou revolta até mesmo no partido de ultra direita Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip, na sigla em inglês). Segundo o porta-voz do grupo, "se fossemos nós que tivéssemos sugerido isso, seríamos acusados de sermos fascistas". (ANSA)
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