Berlim investiga suicídio de sírio preso por terrorismo

BERLIM, 13 OUT (ANSA) - As autoridades alemãs estão investigando o suicídio do refugiado sírio Jaber Albakr, 22 anos, que havia sido detido na última segunda-feira (10) por suspeitas de planejar um ataque terrorista no país.   

De acordo com a mídia local, Albakr se matou na noite desta quarta-feira (12) usando a camiseta que vestia e já havia tentado suicidar-se antes. O jornal "Bild" informou que os agentes do presídio em Leipzig, onde o sírio estava detido, sabiam "do alto risco de suicídio", mas que mesmo assim ele "não estava sob vigilância pesada".   

No entanto, o chefe do presídio, Rolf Jacob, informou que a cela onde Albakr estava preso era vigiada a cada 30 minutos e que o corpo foi encontrado 15 minutos após a última vistoria.   

"É preciso um rápido e completo esclarecimento por parte das autoridades da Saxônia. O fato será levado com grande seriedade", informou o ministro do Interior, Thomas de Maizère, em coletiva nesta quinta-feira (13). O representante do governo ainda pediu o fim das "especulações" sobre a morte.   

"Especulou-se por toda a noite e acredito que a postura da Procuradoria seja indagar, deixando de lado parte das especulações e sem dar uma notícia que mude a cada meia hora", disse ainda De Maizère.   

Durante seus depoimentos aos investigadores, Albakr teria confirmado sua proximidade com os terroristas do grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis). No entanto, não há certeza se essa afirmação foi uma espécie de "auto-defesa" ou se realmente era verdadeira.   

O que se sabe é que o sírio começou a ser procurado no último sábado (8), após investigações apontarem que ele estaria planejando um ataque na Alemanha durante esta semana. Ao chegarem em sua casa, em Chemnitz, no entanto, o homem havia fugido e deixado para trás uma grande quantidade de explosivos.   

O jovem buscou ajuda de outros refugiados sírios e acabou se hospedando em uma casa de Leipzig. Mas, ao saberem que era procurado pela polícia, os outros imigrantes imobilizaram Albakr e chamaram os agentes, que efetuaram a prisão.   

O sírio chegou ao território alemão em fevereiro de 2015 e não está claro quando se radicalizou, já que todas as checagens mostravam que ele não tinha nenhuma ligação com grupos extremistas. (ANSA)
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