Não quero olhar para a Oi por 6 meses, diz presidente da TIM

SÃO PAULO, 19 OUT (ANSA) - O presidente da TIM Brasil, Stefano De Angelis, afirmou nesta quarta-feira (19) que não pretende olhar para a Oi ao menos pelos próximos seis meses, após o longo namoro e os recorrentes rumores de fusão vividos pelas duas empresas.   


Segundo o executivo, o mercado brasileiro é perfeitamente capaz de absorver quatro operadoras do porte de TIM, Oi, Claro e Vivo.   


"Lá na Itália, a gente conviveu bem com isso. Quando há operadoras com problemas financeiros, aí se volta a falar em consolidação. Quatro operadoras cabem em um carro, não é muito", disse.   


As declarações foram dadas durante o Futurecom 2016, maior evento de tecnologia da informação e comunicação da América Latina e que acontece em São Paulo (SP). "Traçando uma linha para os próximos seis meses, a gente não quer se aproximar da Oi. A Oi tem problemas que não são industriais, e a gente não quer se meter em problemas que não sejam industriais", ressaltou.   


O posicionamento está em linha com o que foi dito na última terça (18) pelo CEO da Telecom Italia - dona da TIM -, Flavio Cattaneo, que negou a possibilidade de uma fusão porque a Oi deve "uma TIM à Anatel". Recentemente, a companhia entrou com pedido de recuperação judicial, em um processo que inclui R$ 65 bilhões em dívidas.   


O presidente também afirmou que as operadoras de telefonia precisam fazer uma autocrítica sobre os últimos anos e evitou culpar a crise econômica pelos resultados apresentados recentemente pelas empresas do setor. Para ele, os problemas da indústria iniciaram quando a macroeconomia brasileira estava "muito bem". "Não começou no ano passado, não foi por causa da macroeconomia, da crise política, não tem nada a ver", declarou.   


Contudo, De Angelis disse que a eventual recuperação do país certamente ajudará nos resultados do segmento. "Mais a TIM do que as outras operadoras por causa da nossa forte presença no pré-pago", salientou. No segundo trimestre, a TIM Brasil teve queda de 12,4% na receita líquida e de 84,4% no lucro, mas apresentou crescimento de 19,1% no faturamento com serviços móveis inovadores e de 15,1% com telefonia fixa.   


"A trajetória já está clara no resultado que apresentamos em julho. Não posso falar nada sobre resultado do terceiro trimestre, mas vai mostrar um caminho consistente", acrescentou.   


Foco no residencial - No Futurecom 2016, De Angelis deixou claro que um dos pilares da estratégia da TIM Brasil é apostar na banda larga residencial com rede móvel, acreditando que a divisão com a rede fixa desaparecerá ao longo dos próximos anos.   


Para isso, a empresa quer se aproveitar da disponibilização da frequência de 700 MHz, cujo leilão foi realizado em 2014.   


"Essa vai ser uma oportunidade muito grande para a TIM. A frequência de 700 MHz vai nos dar a oportunidade de chegar com ultra banda larga móvel muito rapidamente a praticamente todo o país", afirmou. Segundo ele, muito desse potencial virá das pequenas cidades, já que, à exceção de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, a banda larga tem menos de 40% de penetração, sendo que na maior parte dos casos a velocidade é inferior a 12 Mbps. (ANSA)
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