Em debate, Trump admite não aceitar resultado de eleições

NOVA YORK, 20 OUT (ANSA) - No último debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, realizado na noite desta quarta-feira (19), o republicano Donald Trump voltou a questionar o processo eleitoral e disse que não sabe se aceitará o resultado das urnas.   

Ao ser questionado pelo mediador, o âncora da Fox News Chris Wallace, o magnata afirmou que vai "olhar isso na hora" porque acredita que as eleições estão "corrompidas". "Não estou avaliando nada agora. Vou olhar na hora. "O que estou dizendo agora é que vou dizer na hora. Vou mantê-los em suspense, ok? Não sei se aceitarei o resultado dos votos", disse Trump.   

Hillary reagiu ao discurso dizendo que o republicano estava "denegrindo a democracia norte-americana" e lembrou que ele já acusou o prêmio Emmy de ter "fraudado" um resultado porque seu reality show não foi o vencedor em uma das categorias. "Ele é o candidato mais perigoso da história", acrescentou a democrata.   

Assim como aconteceu no segundo debate, os dois candidatos não se cumprimentaram no início do debate e alçaram o tom de voz em diversos momentos. Um deles foi, novamente, na polêmica questão da construção de um muro contra imigrantes na fronteira com o México.   

"Precisamos de fronteiras seguras. Sem fronteiras seguras, nenhum país existe. Construirei o muro", disse o magnata. Por sua vez, a ex-secretária de Estado voltou a considerar a ideia absurda e ressaltou que não quer ver "uma deportação forçada como aquela que Donald deseja, separando crianças de suas famílias.   

Outro ponto de intenso confronto foi em relação a admiração do nova-iorquino pelo presidente russo, Vladimir Putin, e pela acusação de interferência dos russos no processo eleitoral.   

Segundo Hillary, se o republicano for eleito, ele será uma "marionete" nas mãos de Putin ao que o magnata respondeu: "Hillary não gosta de Putin porque ele é mais forte que [Barack] Obama e ela, na Síria e em todo lugar".   

Os dois ainda discutiram sobre a questão da venda de armas de fogo, com a democrata dizendo que vai promover uma legislação mais restritiva à compra e o republicano agradecendo o apoio da Associação Nacional de Rifles (NRA, na sigla em inglês), a mais potente organização de lobby nos EUA.   

Trump, no entanto, voltou a protagonizar um momento de ofensa no debate. Quando os dois debatiam sobre planos econômicos e sobre a imposição de taxas ou o corte delas, o nova-iorquino falou ao microfone que Hillary era "nojenta" ao dizer que ia taxar aos mais ricos.   

- Pesquisa de opinião: Uma pesquisa de opinião sobre o último debate mostrou, mais uma vez, que a democrata se saiu melhor. De acordo com a emissora "CNN", 52% dos entrevistas apontaram Hillary como vencedora enquanto 39% escolheram Trump. (ANSA)
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