Visita de Dalai Lama a Milão tem crítica da China e brigas

MILÃO, 20 OUT (ANSA) - O líder espiritual tibetano Dalai Lama desembarcou nesta quinta-feira (20) em Milão para receber as chaves da cidade italiana. A visita de Dalai Lama, porém, tem provocado uma série de protestos e reações do governo chinês, além de um confronto entre ativistas e chineses. "Nossa posição é clara: vamos nos opor com força a qualquer contato ou encontro com funcionários de outros países", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying. "Esperamos que os outros países respeitem a China e tomem atitudes tangíveis para proteger as relações bilaterais". Dalai Lama visitou pela manhã a sede do arcebispado de Milão e se reuniu com o cardeal Angelo Scola, com quem falou sobre a situação dos católicos na China. "O Vaticano provavelmente está muito preocupado com alguns cristãos na China. É uma preocupação genuína e respeitada, não quero criar nenhum problema ou preocupação em relação a este tema", disse, referindo-se ao distanciamento diplomático entre Santa Sé e Pequim.   

Antes disso, no aeroporto, ele fora recebido pelo prefeito Giuseppe Sala, que preferiu que o encontro ocorre em Linate para evitar tensão com a China. Mesmo assim, a embaixada repudiou a reunião. "O fato que o Conselho Municipal de Milão e outras instituições públicas convivam com a visita de Dalai Lama e entreguem a cidadania honorária a ele fere gravemente o sentimento do povo chinês", disse a embaixada de Pequim em Roma.   

Em outro compromisso do líder espiritual em Milão, um encontro com estudantes no Teatro dos Arcimboldi, foi registrado um confronto entre ativistas da causa tibetana e um grupo de chineses.   

Em entrevista à imprensa italiana, Tenzin Gyatso, o 14ª Dalai Lama, disse que estas reclamações da China viraram "rotina". "As ameaças vêm de funcionários do governo que são obrigados a agirem assim". De acordo com o líder espiritual, "o clima no Tibete é repressivo, caracterizado por controles constantes contra os tibetanos, aos quais são negados direitos humanos fundamentais".   

"Eles admitindo ou não, o Tibete ainda é um espinho para a China, que tenta manter um papel de importância no mundo", comentou, acusando a própria embaixada chinesa na Itália de promover os protestos contra sua visita. (ANSA)
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