Sete perguntas para entender a ofensiva em Mosul

SÃO PAULO, 21 OUT (ANSA) - O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, afirmou que a ofensiva militar para liberar a cidade de Mosul das mãos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) tem avançado "rapidamente". A ofensiva militar foi iniciada no dia 17 de outubro, há exatos cinco dias, e não tem prazo para terminar. Entenda a situação em 7 pontos: 1) Onde fica Mosul? Mosul é uma cidade no norte do Iraque que foi facilmente dominada em junho de 2014 pelo Estado Islâmico. O líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdad, declarou Mosul a capital do califado. 2) O que é a ofensiva militar em Mosul? É a tentativa do Exército do Iraque de tentar retirar o território em poder do Estado Islâmico. A ofensiva ocorre após uma sucessão de derrotas e de enfraquecimento do EI, como a perda das cidades de Tikrit, Ramadi, Fallujah e Dabiq, no norte da Síria.   

3) Por que Mosul é importante? Em 2014, Mosul foi a conquista determinante para a ascensão do Estado Islâmico. É lá que se concentra boa parte da extração de petróleo, cujo contrabando sustenta financeiramente os terroristas. Mosul também é o ponto crucial para o fluxo de pessoas e mercadorias na ao longo do rio Tigre. Caso o Iraque consiga retomá-la, prejudicaria o deslocamento de terroristas, armas e contrabando pela região.   

4) Quem são os militares envolvidos nesta ofensiva? Há uma coalizão de mais de 80 mil soldados, reunindo tropas curdas, divisões do Exército do Iraque e milícias xiitas iraquianas. Eles têm o apoio dos Estados Unidos e de outros países ocidentais. Mas essa aliança abriu uma crise com a Turquia, mantida à distância de toda ação em território iraquiano. 5) Quais os riscos desta ofensiva? A batalha por Mosul deverá ser mais sangrenta e duradoura que as outras reconquistas. A preocupação maior é com o número de refugiados que podem sair de Mosul. As Nações Unidas falam em até 200 mil pessoas e já preparou campos para abrigá-los no Iraque.   

Mas o Estado Islâmico quer que os moradores de Mosul fiquem na cidade para usá-los em benefício próprio, como escudos humanos. 6) O que acontecerá depois? A eventual retomada de Mosul e o recolhimento do EI não representa o fim do grupo terrorista. Para manter seu poder, é provável que o Estado Islâmico retome seus planos de atentados contra países do Ocidente. Além disso, a instabilidade política na Síria contribui para criar um ambiente propício à sobrevivência do EI.   

Se a reconquista de Mosul for bem-sucedida, será uma vitória para o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, que insistiu em combater os terroristas à distância, sem enviar tropas em solo, o chamado "no boots on the ground".   

7) Qual a situação do Estado Islâmico atualmente? Com a sucessão de derrotas do Estado Islâmico, acredita-se que o grupo tenha perdido cerca de 25% de seu território dominado. Há uma semana, o governo norte-americano tmabém anunciou que 18 líderes do grupo haviam sido mortos nos últimos 30 dias. Essas informações apontam para uma percepção de enfraquecimento do EI, mas analistas falam muito na possibilidade do grupo se reinventar e adotar novas práticas através de "lobos solitários" espalhados pelo Oriente Médio e Europa. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos