Premier italiano declara que torce para Hillary

ROMA, 23 OUT (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, confessou que torce para a democrata Hillary Clinton vencer as eleições presidenciais dos Estados Unidos. A declaração foi feita em um programa de televisão, uma semana após Renzi viajar a Washington e ter um jantar de gala na Casa Branca oferecido por Barack Obama. "É oportuno que os italianos discutam se Hillary Clinton ou Donald Trump será melhor [na Presidência]", comentou Renzi nos estúdios da atração "In Mezz'ora". "Se alguém tivesse me perguntado, eu diria que torço para Hillary, mas é claro que, se Trump vencer, vou convidá-lo para a Cúpula do G7 em Taormina, na Sicília", disse o premier, dando a entender que manteria a cordialidade nas relações bilaterais com os Estados Unidos. A equipe de campanha do magnata Donald Trump admitiu que ele atualmente está em desvantagem em relação à sua rival democrata, de acordo com as pesquisas de intenção de voto.   

Alvo de uma série de denúncias sexuais, escândalos e declarações polêmicas, Trump aparece atrás de Hillary em todas as enquetes realizadas no país. "Estamos atrás e Hillary tem uma grande vantagem", admitiu Kellyane Conway, membro do staff de Trump. "Mas quando estamos nos comícios com o público, a impressão é que a batalha não acabou. Clinton tem vantagem, como os US$ 66 milhões em publicidade conseguidos em setembro, além de um marido que éx presidente. E ela também pode contar com Obama e a primeira-dama, que são muito mais populares". Na mesma entrevista, o primeiro-ministro italiano falou sobre a relação da Itália com a União Europeia e sobre as reformas que seu governo tem promovido no país com a promessa de reaquecer o mercado e desburocratizar o sistema. "Infelizmente, a UE responde somente às relações com força. Uma Itália mais forte, uma Itália que fez suas reformas em casa acaba virando uma autoridade na Europa", disse. A Itália deve apresentar amanhã (24) para a UE o texto de sua manobra financeira, que deverá ser aprovada pelo bloco. "O 0,1% não é decisivo, nem esta manobra. O elemento de discussão com a UE é para o balanço europeu dos próximos anos.   

Nós estamos focados em uma batalha histórica para que o orçamento da UE coloque os direitos e deveres juntos", disse Renzi. "Hoje a Itália dá 20 milhões de euros para a UE. Então dizemos: Podemos, ao menos, começar a pedir que aqueles que pegam dinheiro do bloco também comecem a pegar os imigrantes?", alfinetou o premier, referindo-se à política imigratória do bloco. (ANSA)
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