'Filhos da mamma', italianos vivem com os pais até 35 anos

ROMA, 24 OUT (ANSA) - As mães italianas levam a fama de serem "mamma" superprotetora, mas uma pesquisa divulgada neste fim de semana aponta que os jovens adultos italianos estão demorando cada vez mais para saídem da casa dos pais, em uma situação que preocupa tanto social quanto economicamente. De acordo com um estudo divulgado pelo centro de estatísticas Eurostat, dois a cada três jovens adultos, com idade entre 18 e 35 anos, ainda vivem com os pais na Itália, os chamados "mammoni". Isso representa 67% da população nesta faixa etária, o terceiro índice mais alto entre os países da União Europeia (UE), atrás apenas da Eslováquia (69,6%) e de Malta (66,1). Esse percentual cresceu muito nos últimos anos na Itália, saltando de 65,4% em 2014 para 67,3% em 2016, enquanto a média europeia caiu de 48,1% para 47,9%. A cada 10 jovens adultos que vivem com os pais na Itália, quatro trabalham em período integral e poderiam se manter sozinhos financeiramente. O número também é alto até na faixa etária mais restrita, de 24 a 35 anos, idade em que geralmente os jovens já encerraram os estudos e entraram no mercado de trabalho. Cerca de 50% dos italianos continuam na casa dos pais atualmente, mais do que em 2014, quando este índice era de 48,4%. Na União Europeia, esse índice fica em 28,7%, contra 3,7% na Dinamarca. (ANSA)
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