'Itália é mais forte do que o terremoto', diz premier Renzi

CAMERINO, 27 OUT (ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, visitou a cidade de Camerino, na região de Marcas, uma das mais afetadas pelos dois terremotos ocorridos nesta quarta-feira (26) e disse que o país é "mais forte" que a tragédia natural.   

"O terremoto está nos colocando em uma dura prova, mas a Itália, que não deixa seus cidadãos sozinhos, vai mostrar que é mais forte e que nós superaremos. Precisamos reconstruir rápido e de maneira séria. Estou otimista que conseguiremos fazer", disse Renzi.   

O premier, que ainda visitará a comuna de Visso, fez um apelo para que o Parlamento acelere o projeto de lei sobre os terremotos, que foi enviado aos parlamentares após o tremor anterior que destruiu a mesma região em 24 de agosto. Segundo o líder do governo, esse documento é "fundamental para dar os recursos e começar a trabalhar rapidamente".   

Renzi reconheceu ainda que é preciso fazer uma "intervenção estrutural" nas áreas atingidas pelos tremores e, citando uma manobra no orçamento que enviou à União Europeia, destacou que é preciso "explicar bem" o que é esse documento "para a Itália, para a Europa, para todos".   

"Como fizemos em Amatrice, não podemos deixar que os refletores sobre esses locais se apaguem e acabe a atenção da política.   

Hoje foram reservados 40 milhões de euros, que não bastarão, mas que se agregam aos outros 50 milhões de euros. Buscaremos que haja o mesmo bom mecanismo já previsto para Accumoli e Arquata.   

Quando as câmeras de TV deixarão aqui, será o momento no qual os políticos devem vir ainda mais", ressaltou.   

Aos moradores da cidade e da região, Renzi ainda enviou um "abraço" do presidente Sergio Mattarella. "A Itália não vai parar. Todo nosso país está ao lado de vocês para não deixar nada parar", concluiu o premier.   

Os dois terremotos da noite de ontem, de 5,4 e 5,9 graus na escala Richter, destruíram uma área na região central do país que já havia sido muito afetada pelo tremor do dia 24 de agosto.   

Porém, diferentemente daquele desastre, nenhuma pessoa morreu ou ficou ferida gravemente no sismo de ontem. Porém, as pequenas comunas próximas ao epicentro do terremoto foram muito danificadas e já há mais de quatro mil desabrigados. (ANSA)
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